A Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou em primeiro turno o projeto de lei que institui o Dia Marielle Franco de Enfrentamento à Violência Política contra Mulheres Negras e LGBTQIA+ em 14 de março. Onze vereadores votaram a favor do projeto e dois foram contrários a proposta que foi apreciada na quarta-feira (29). Houve ainda uma abstenção e 11 votos não registrados.

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A data será celebrada anualmente e coincide com o dia do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro em 2018. 

A proposta apresentada pelas vereadoras Cíntia Mandata Bem Viver (PSOL) e Carla Ayres (PT) é que as autoridades municipais apoiem a realização de seminários ou palestras sobre Marielle Franco e a importância do enfrentamento da violência política de gênero em Florianópolis. 

Ainda na discussão na Câmara, o projeto chegou a receber um substitutivo global (uma ação que modifica aspectos de uma proposição sem alterar sua essência) de troca de nome. O pedido foi feito pelo vereador João do Bericó (União Brasil) que não concordou com a homenagem a vereadora carioca.

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A vereadora Carla Ayres, uma das autoras do projeto e que foi vítima de assédio dentro da Câmara, defendeu a importância da data. 

— Que a gente reflita porque as mulheres têm dificuldade em acessar esse espaço, que muitas vezes não tem haver só com abordagens físicas dos nossos corpos quando são contrários a posicionamentos que nós colocamos nesta tribuna. Que também pode se estender as piadas de corredores, a reiteradas interlocuções do tipo: vereadora você entende como funciona a votação, né? — afirmou Ayres. 

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