Os desastres climáticos foram apontados como um dos maiores desafios pela maioria dos prefeitos catarinenses, que estão em fim de mandato neste mês de dezembro. O tema foi apontado pelos chefes do Executivo em uma pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) que levantou quais foram as principais dificuldades enfrentadas ao longo da gestão em prefeituras de todo o país. Os resultados foram divulgados na última semana.

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Em Santa Catarina, 275 dos 295 prefeitos responderam aos questionamentos da entidade que representa os municípios. Desse número, 148 prefeitos citaram que os desastres climáticos estiveram entre as principais dificuldades enfrentadas. O índice equivale a 15% do total de respostas dos prefeitos catarinenses (a pesquisa permitia informar mais de um tema) e representa pouco mais de 50% do total de gestores de SC entrevistados.

Prefeitos diplomados em dezembro

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O percentual de respostas que citaram os desastres climáticos como desafio da gestão em Santa Catarina é o segundo maior do país, atrás apenas do Rio Grande do Sul, estado que foi castigado severamente com enchentes em maio deste ano.

Enquanto em Santa Catarina os desastres naturais foram o principal desafio citado pelos prefeitos, no país este item foi apenas o quinto mais lembrado. Na maior parte dos municípios, a crise financeira e a falta de recursos foram o maior desafio enfrentado, com 17% das menções dos chefes municipais.

Os desafios dos catarinenses

Nos últimos quatro anos, Santa Catarina sofreu com diversos eventos climáticos que castigaram moradores e exigiram ações de resposta do poder público, incluindo prefeituras. O ciclone-bomba, embora tenha atingido o Estado em 2020, deixou prejuízo aos prefeitos eleitos ao fim daquele ano e medidas de recuperação que precisaram ser adotadas no ano seguinte. Na época, o governo do Estado estimou em R$ 277 milhões o prejuízo financeiro com os estragos do episódio.

Além disso, cidades como Rio do Sul, Blumenau, Taió e Rio do Oeste sofreram com severas enchentes entre outubro e novembro de 2023, que também deixaram mortos e alagaram bairros inteiros, resultando em prejuízos para os moradores. Em Blumenau, a cidade chegou a registrar seis enchentes no mesmo ano, incluindo a maior em uma década. Episódios de enxurradas com mortes foram registrados também em Rodeio e Presidente Getúlio, enquanto enchentes castigaram municípios como Mafra, Porto União, Tubarão e São João Batista.

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Após os desastres climáticos, as maiores dificuldades no mandato apontadas pelos prefeitos catarinenses foram a crise financeira e falta de recursos (13%), instabilidade política e econômica (13%) e meio ambiente e desastres naturais (13%).

Situação financeira dos municípios

O levantamento da CNM também questionou os prefeitos que estão encerrando o mandato sobre a situação financeira das cidades. Em Santa Catarina, a maioria dos prefeitos respondeu que os municípios estão com as contas e salários em dia.

No total, 96% dos prefeitos de cidades catarinenses afirmaram que os municípios vão conseguir fechar as contas deste ano. Em apenas sete municípios os prefeitos disseram que não vão conseguir fechar financeiramente o ano, enquanto 17 prefeituras não responderam. A entidade não divulgou quais foram as respostas.

Em 100% das cidades catarinenses consultadas os salários dos servidores estão em dia, segundo os prefeitos ouvidos. A folha de pagamento de dezembro também será paga em dia em todas as cidades do Estado que participaram do levantamento. Os números são próximos dos registrados no Brasil, onde 99% estão nesta condição.

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