Quase um ano depois da morte de quatro jovens dentro de uma BMW estacionada em Balneário Camboriú, uma informação que consta na denúncia do Ministério Público veio à tona: o dono do veículo pagou R$ 25 mil pela customização. O laudo da Polícia Científica apontou óbitos por asfixia por monóxido de carbono devido a uma falha mecânica.

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O motorista, Thiago de Lima Ribeiro, de 21 anos, foi encontrado desacordado junto com outros três jovens no dia 1º de janeiro. Meses antes, em julho de 2023, ele teria contratado o serviço de uma oficina de Goiás para alterar o carro em busca de mais potência e mais barulho no escapamento. Os responsáveis pela modificação viraram réus no processo por homicídios culposos, quando não há intenção de matar.

A troca das peças gerou uma ruptura e provocou uma abertura no tubo de escapamento dos gases. Ainda conforme a denúncia, parte do gás acumulado entrou no compartimento de admissão do ar-condicionado do carro. Dessa forma, as vítimas foram intoxicadas.

O grupo sentiu tontura e náuseas antes de sofrer paradas cardiorrespiratórias. Gustavo Pereira Silveira Elias, 24 anos, Karla Aparecida dos Santos, 19, Tiago de Lima Ribeiro, 21, e Nicolas Kovaleski, 16, não resistiram.

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Os peritos concluíram que a peça que foi instalada em substituição ao catalisador “foi produzida e montada de forma precária e divergente dos padrões de qualidade do fabricante”. As vítimas eram de Minas Gerais e abririam uma empresa de marketing digital em Florianópolis no dia 2 de janeiro.

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