Guilherme Cordeiro Souza Santos, de 41 anos, é o homem identificado como acusado de tentar obter um registro de médico com um falso diploma de conclusão de curso pelo Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC). Nesta quarta-feira (22), a defesa disse que Guilherme possui formação acadêmica em Medicina, “a qual foi realizada no exterior”.
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Segundo nota divulgada por Jennifer Coltro, advogada do suspeito, a notícia veiculada pelo CRM-SC, que chama o homem de “falso médico”, é “inverídica, uma vez que não se trata de falso médico, pois o exercício da profissão de médico aguarda registro no Conselho Regional de Medicina”.
O CRM-SC divulgou, na última semana, que impediu a tentativa de registro na tarde de quinta-feira (17), após o setor responsável pela inscrição de médicos identificar inconsistência no diploma apresentado, quando checou informação com a universidade situada no estado do Rio de Janeiro e com o CRM-RJ.
Disse, ainda, que “diante do não reconhecimento do diploma por ambas instituições, o CRM-SC acionou a polícia, que imediatamente se deslocou até a autarquia. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia na Capital.
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Quem é Guilherme Cordeiro Souza Santos
Guilherme é natural de Loanda, no Paraná, e mora atualmente no município de Itapema, em Santa Catarina. Nas redes sociais, o homem se identifica como médico, consultor de imóveis, cristão e intitula sua família como seu “bem mais precioso”.
Ele publica todos os dias vídeos com mensagens motivacionais sobre diferentes assuntos, como ambição, inveja e julgamentos.
O diploma, segundo o CRM-SC, aponta que Guilherme estudou na Escola de Medicina Souza Marques. O NSC Total entrou em contato com a defesa para identificar a universidade em que Guilherme se formou em Medicina, mas até a publicação deste material, não obteve resposta. O espaço segue aberto.
Entretanto, no perfil de uma rede social, Guilherme diz que estudou na instituição de ensino Universidad Central Del Paraguay.
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Defesa vai adotar medidas
A defesa de Guilherme disse que deve entrar com medidas cabíveis para “reparação civil dos danos”. Para a advogada, como o homem não exerce a Medicina no Brasil, “não se trata de falso médico, como indevidamente noticiado”.
O que diz o CRM-SC
Em nota, o CRM-SC detalhou os procedimentos realizados após receber uma solicitação de inscrição de médico. O órgão informou que a pessoa solicitante deve apresentar diversos documentos, como o diploma de conclusão de curso, e que o documento é checado com a universidade que o emitiu.
— No caso do falso médico que esteve no CRM-SC na semana passada, ao contatar a universidade a mesma informou que nenhuma turma de Medicina realizou colação de grau e que a mesma não está credenciada junto ao Ministério da Educação para realizar a prova de revalidação do diploma estrangeiro — explicou o órgão.
Outro ponto apresentado pelo CRM-SC é o QR Code que consta no diploma. Segundo o órgão, o código não direciona para o site de validação da universidade que emitiu o diploma e que, por isso, “é um documento falso”.
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Quanto ao termo “falso médico”, o CRM-SC disse que foi atribuído a Guilherme pela falsidade do diploma. Para médicos com formação fora do país, o cidadão deve portar diploma de graduação e revalidação. O órgão disse que o documento apresentado pelo homem era falso, que ele não apresentou o diploma que comprova a formação no exterior.
Veja fotos de Guilherme Cordeiro
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