No lugar de olímpico, 2020 será lembrado pelo ex-velejador catarinense Bruno Fontes como o ano da quarentena. Técnico da equipe olímpica de vela da China, ele ficou em reclusão na Ásia e agora vive o mesmo em Florianópolis, mas cercado do carinho da família.
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Por telefone, Fontes participou do Debate Diário desta terça-feira (24) e apoiou o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021.
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Bruno foi para a China após os Jogos Pan Americanos de Lima, em agosto de 2019, e estava integrando a comissão técnica da equipe olímpica da vela chinesa. Ele contou como foi o começo da epidemia do coronavírus na China.
– A gente estava bem longe do epicentro da doença, mas foi um período difícil, porque ficamos trancados no centro de treinamentos e com poucas informações. Muitas vezes eu sabia mais do que estava acontecendo pelas notícias que eu recebia do Brasil do que pelo noticiário local.
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Bruno não acha que houve demora nas decisões do governo chinês para controlar a epidemia.
– Todo mundo foi pego de surpresa. De uma semana para outra a coisa mudou. Nós estávamos treinando para uma competição e tivemos que mudar a nossa rotina. A disciplina dos orientais é diferente da nossa e isso foi fundamental para a rápida diminuição do contágio pelo vírus.
Ouça o Debate Diário desta terça-feira:
Foco agora em 2021
O adiamento das Olimpíadas deixa o futuro incerto para Bruno, mas ele espera voltar para a China e preparar a sua equipe para 2021.
– No feminino nós temos muita chance de medalha e teremos um tempo mais adequado de preparação. Já na equipe masculina, será ainda mais benéfico, pois não estamos brigando na parte de cima e teremos mais de um ano para evoluir e sermos competitivos.
Natural de Curitiba, Bruno Fontes veio para Floripa aos dois anos de idade e se considera um "manezinho". Foi na Ilha que começou a velejar e ganhou destaque internacional.
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