O herói da classificação da Chapecoense para a final do Campeonato Catarinense não passava de um reserva desconhecido nas primeiras sete rodadas do Estadual.
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– Numa delas, nem no banco fiquei.
Mas sua sorte começou a mudar a partir da oitava rodada, quando entrou faltando três minutos para a partida contra o Figueirense acabar, quando Chapecoense foi derrota por 3 a 2.
A partir daí independente de quem saísse do time, Rômulo passou entrar em todas as partidas. Ele virou uma espécie de curinga, o décimo segundo titular do técnico Mauro Ovelha.
Na final do returno, quando a Chapecoense conseguiu a classificação para o quadrangular, vencendo o Joinville, por 1 a 0, fora de casa, Rômulo jogou como lateral-direito. No quadrangular, jogou como atacante, na vitória por 2 a 0, diante do Joinville, em Chapecó, e, no domingo, contra o Avaí.
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Em cada partida, Rômulo recebia informações diferentes do técnico Mauro Ovelha. Num jogo era para marcar o Marquinhos, do Avaí; noutro, era para apoiar o ataque; em outra partida, tinha que ajudar a defesa.
Pela primeira vez, a sensação de ser herói
Mas pela primeira vez, desde que se profissionalizou, viveu a sensação de ser o herói de um time. Claro que nas ruas de Chapecó ele ainda não é tão conhecido quanto outros jogadores, como Bruno Cazarine, por exemplo. Mas já é reconhecido por alguns torcedores.
– Quando te vi rezando, antes da partida, disse que você seria nosso goleador – contou o empresário, Sérgio Bevilaqua.
– Esse é o autor do gol? Muito obrigado – disse o empresário Vilson Pasqualotto.
– Graças a você estamos na Série D e na Copa do Brasil – agradeceu o operador de máquinas Valdecir da Silva.
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– Queremos que você continue conosco – completou o empresário Gilberto Júnior.
Rômulo deu autógrafos para os estudantes Bruno Souza, Everton do Nascimento e Talia Costa. Esta promete estar na final no domingo.
– É uma sensação diferente e agradeço a Deus por isso – revelou Rômulo.
Antes do gol, ele ouviu a voz de Bruno Cazarine gritando.
– Vai que é tua.
Nesta segunda, na rua, ele encontrou Thoni, autor do passe.
– Ele estava lá no momento certo, na hora certa – disse o lateral.
Dois desfalques
Rômulo, que tem seu nome inspirado no primeiro Rei de Roma, foi nesta segunda o Rei de Chapecó. E espera agora ser um dos 11 eleitos por Mauro Ovelha para iniciar a decisão contra o Avaí.
O treinador do Verdão terá dois desfalques para a primeira partida da decisão. Um deles é o zagueiro Anderson Lima, que foi punido com dois jogos de suspensão devido a uma agressão em Marcelo Silva, do Joinville, na partida de 5 de abril. Outro que está suspenso é o zagueiro Anelka, que levou o terceiro cartão amarelo.