Os corredores de ônibus recebem a partir desta terça-feira uma operação tapa-buraco em trechos danificados do asfalto. Para não prejudicar tanto o fluxo dos coletivos, o trabalho de manutenção será feito em horários de menor movimento: das 9h às 11h e das 14h às 16h. O engenheiro Paulo Roberto Skroch, da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesur), afirma que o serviço deve durar cerca de 20 dias trabalhados, dependendo das condições climáticas.

Continua depois da publicidade

Skroch destaca que a operação não é a reforma completa de toda a camada asfáltica que forma os 11 quilômetros de corredor urbano. Orçado em cerca de R$ 160 mil, o trabalho irá se concentrar apenas nos buracos existentes, que têm em média de dois a três metros quadrados. Será feito o corte do trecho prejudicado, remoção, limpeza, pintura e aplicação da nova camada asfáltica.

De acordo com o cronograma elaborado pela Sesur, o trajeto da operação vai formar uma espécie de círculo em torno do Centro. As obras começam na Avenida Martin Luther, seguem pelas ruas São Paulo e Paul Werner, passam pela Rua 7 de Setembro e terminam na Avenida Beira-Rio. Mas, segundo Skroch, a recuperação não vai ser feita todos os dias seguidamente porque quem a executa é a mesma equipe da prefeitura que faz operação tapa-buraco em outros locais da cidade. Com isso, vai haver revezamento entre o trabalho nos corredores e trechos comprometidos em bairros diferentes.

O engenheiro garante que a operação não deve causar muitos transtornos aos motoristas, já que as intervenções costumam ser rápidas e pequenas:

– Teremos guardas orientando o trânsito. O ônibus vai desviar no trecho onde estivermos trabalhando e depois voltará para o corredor. Isso não afeta o fluxo de veículos.

Continua depois da publicidade

Licitação vai escolher empresa que fará novos estudos sobre o asfalto

Inaugurados entre 2011 e 2013, os corredores custaram R$ 12,5 milhões e desde então já passaram por pelo menos três operações tapa-buracos. Mas para uma reforma mais aprofundada na pavimentação, que deveria durar 10 anos, o município depende de novos estudos. Entre outubro e novembro do ano passado, a prefeitura chegou a fazer testes que mostraram as falhas e os pontos que precisariam ser recuperados. Segundo o secretário de Obras, Paulo França, ainda assim se sentiu a necessidade de um relatório mais completo, já que aquele se mostrou inconclusivo.

Como para isso é preciso equipamentos que a prefeitura não tem, a Secretaria de Obras decidiu fazer uma licitação para escolher uma empresa de engenharia encarregada de continuar o levantamento. Está em fase final a elaboração de um termo de referência, especificando o que deve constar na licitação. Depois de pronto, o termo será encaminhado à Secretaria de Administração, a qual cabe lançar o edital.

– Até novembro devemos lançar este edital para contratar a empresa de engenharia – afirma França.

O projeto de engenharia, a ser entregue pela empresa vencedora, irá não só aprofundar o que já foi feito pela prefeitura, como trazer as soluções para os problemas no asfalto e os valores para as obras.

Continua depois da publicidade

– É um projeto final de engenharia. Depois é só pegá-lo e buscar os recursos para dar início ao serviço – diz.