A hora do adeus é sempre difícil para qualquer atleta, mas Bruno Fontes decidiu aceitar o desafio de ser treinador da equipe olímpica de vela da China logo após conquistar a medalha de prata nos últimos Jogos Pan-americanos, em Lima.
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— Foi a melhor decisão para mim e para a minha família, já que todos nós sabemos a realidade do esporte no Brasil. Foram muitos anos lutando sem ter reconhecimento e apoio financeiro. É um desafio enorme estar trabalhando num potência olímpica como é a China.
O coronavírus está deixando o mundo alarmado e apesar da equipe de vela estar longe do epicentro da doença, em Hubei, Bruno e os atletas estão sofrendo com as restrições impostas pelas autoridades chinesas.
— Não podemos sair do centro de treinamento para nada. Tem sido bem difícil essa rotina, mas os atletas seguem as regras impostas pelo governo para não prejudicar a preparação para as Olimpíadas.
Sobre as chances da vela brasileira em Tóquio, Bruno acredita que a modalidade vai honrar a tradição de medalhas.
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—Temos reais candidatos, como a Martine Grael e Kahena Kunze, atuais medalhistas de ouro, além de Jorge Zarif e claro, Robert Scheidt, que nunca podemos descartar.
Natural de Curitiba, Bruno Fontes veio para Floripa aos dois anos de idade e se considera um "manezinho". Foi na Ilha que começou a velejar e ganhou destaque internacional.
Ouça a entrevista de Bruno Fontes:
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