Confira nas artes a seguir dados históricos e recomendações do professor do departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC, Carlos Rodrigo Zárate-Blades, para que você faça a própria máscara em casa:
POR TRÁS DA MÁSCARA
O uso da máscara de pano caseira é recomendado como mais uma forma de prevenção na batalha contra a Covid-19. Confira dados históricos e recomendações do Grupo de Trabalho CCB-CONTRA-Covid-19 do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, para fazer a própria máscara em casa.
TECIDO NÃO ELÁSTICO
Tipo tricoline ou malha de camiseta fina com quantidade mínima de algodão de 65% na composição. É importante que o tecido não se estique.
PROTEÇÃO EXTRA
Entre as camadas, adicionar um filtro de polipropileno e celulose (rolos de papel de cozinha). Ele precisa ser trocado a cada quatro lavagens. Não usar filtro de café.
O ar deve circular através da máscara e não ao redor do nariz
Camada tripla de tecido
ALÇAS
Dois elásticos de 17 cm cada, nas laterais, para segurar a máscara atrás das orelhas com alguma tensão. Ajustar o tamanho de acordo com a necessidade.
HIGIENIZAÇÃO
A máscara deve ser usada por cerca de duas horas. Ao lavá-la deve ficar de molho na água sanitária por 15 minutos ou em agua e sabão por 1 hora. Deixar secar ao sol.
É a porcentagem de eficiência das máscaras de tecido de algodão contra o coronavírus, segundo estudo da USP*
* Jornal da USP, 06/04/2020. Reportagem Júlio Bernades
INFOGRAFIA: Ben Ami Scopinho, NSC Total DESENVOLVIMENTO WEB: ÂNGELA PRESTES
COLABORAÇÃO: CARLOS RODRIGO ZÁRATE-BLADÉS, PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE MICROBIOLOGIA, IMUNOLOGIA E PARASITOLOGIA DA UFSC
INFOGRAFIA: Ben Ami Scopinho, NSC Total DESENVOLVIMENTO WEB: ÂNGELA PRESTES
FONTE: VARSOY HEALTH CARE
Conheça curiosidades históricas que envolvem o uso de máscaras de proteção:
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AO LONGO DA HISTÓRIA
Desde a Antiguidade foram muitos os esforços para a proteção respiratória na mineração que, consequentemente, resultaram nas inúmeras máscaras que se tornaram um símbolo da ciência médica moderna no séc. XX.
1600
A crença de que as doenças emanavam de vapores do solo impulsionou o design de ave desta máscara usada por médicos, cujo bico continha incenso para proteção do cheiro das pragas.
1877
Era uma máscara com esponjas conectadas a um saco com água preso ao pescoço. O bombeiro espremia a bolsa de água para saturar novamente as esponjas e filtrar parte da fumaça.
1897
As primeiras ‘máscaras’ cirúrgicas eram um lenço amarrado ao redor do rosto, impedindo que gotículas de tosses ou espirros dos médicos caíssem no paciente durante uma cirurgia.
1910
Para combater uma peste na China, o médico Lien-teh Wu desenvolveu uma máscara mais dura de gaze e algodão, adicionando várias camadas de pano para filtrar as inalações. A máscara N95 é uma descendente do design de Wu.
1914
Com o uso de gases químicos na I Guerra Mundial, os EUA passam a desenvolver padrões de máscara de gás. Não só para os soldados, mas também para os cavalos usados nos combates.
INFOGRAFIA: Ben Ami Scopinho, NSC Total DESENVOLVIMENTO WEB: ÂNGELA PRESTES