Aqui não pode ir! Aqui, também não! No banheiro? Só com crachá! Credencial? Nem pensar! Talvez com o aval de George W. Bush… Uma pergunta: a Copa Davis em Florianópolis terá a presença do torcedor da Ilha? Poderemos ver nosso ídolo maior? Claro que não. O evento foi feito para paulistas e cariocas. Catarina? Só pela televisão. Ridículo. Nem na chegada e saída dos tenistas para os treinos a galera consegue ver o mané. Homens de preto Trazer um evento como a Davis de tênis para Florianópolis, em princípio, é muito bom. No decorrer das preliminares chega-se à conclusão de que não vale a pena. A festa é para massagear o ego de alguns desportistas, autoridades, figuraços da imprensa, todos usando a imagem dos nossos tenistas. Os seguranças, todos de preto, parecem estar orientados para o desenlace físico, se preciso. Tão truculentos que chegam a assustar. Quando muito uma fotinho do Fininho, no momento de sua contusão, e olhe lá… Festa no Scarpelli Tivemos, na terça-feira à noite, no Estádio Orlando Scarpelli, uma noite festiva de despedida dos manés que vão jogar na Itália, no próximo dia 12. Só que os anfitriões escolheram como sparring a equipe do Diário Catarinense – que conta com o pessoal da Redação, motoristas e pessoal do financeiro – e acabaram surpreendidos, perdendo por 5 a 2. Presente no estádio para prestigiar o jogo estava toda a diretoria alvinegra, além de autoridades militares e personalidades esportivas. Ao DC, foi feita uma bonita homenagem no intervalo do jogo. Jogou a toalha O presidente da Federação Catarinense de Tênis, ontem à tardinha, era a imagem da desolação total. Não tinha mais com quem se incomodar. Estava entregando o box a que tem direito e ameaçou nem comparecer ao evento. Está coberto de razões. Os absurdos estão remetendo nossos dirigentes (catarinenses) à loucura total. A prefeitura investiu R$ 160 mil e o Ministério dos Esportes outros R$ 850 mil de verba específica. A Copa será aqui, como poderia ser em qualquer outro lugar. A cidade não participará e a panela da CBT está completa. E a imprensa? A imprensa está tendo seu trabalho cerceado. Nada pode na arena. Circular? Só em determinados lugares, especialmente fora da arena. Estou falando da imprensa catarinense. Os demais têm privilégios exagerados. O circo está armado. Com o nosso dinheiro, com a nossa estruturta, com tudo da Ilha da Magia, menos os seus torcedores. Até jantar especial teve ontem à noite. Imprensa? Qual nada. Alguém deve ter comentado: “Esses caras são muito chatos. Querem falar da Copa a toda hora. Isso não é bom. O mundo inteiro vai saber”. O diálogo Um dirigente de clube, atento ao discurso do presidente Moacir Fernandes na reunião da Associação de Clubes, em Termas da Guarda, Tubarão, revela parte do conteúdo: “A Associação deve ser apolítica, sem usar ligações partidárias para beneficiar filiados”. Referia-se à entrada do Figueira na Copa do Brasil. O presidente Prisco Paraíso, da entidade, respondeu: “Associação é apartidária e não houve interferência externa para colocar o Figueirense na Copa Brasil”. Outra cutucada O presidente do Criciúma estava como o diabo gosta e seu alvo era o Figueirense. Mais uma: “Gostaria que esta presidência fizesse um esforço no sentido de trazer de volta à nossa Associação o Avaí, hoje licenciado”. Prisco Paraíso não perdeu tempo: “O Avaí será bem-vindo, porém, não tem sido receptivo. Estou pensando em nomear uma comissão para tratar do assunto, junto àquele clube”.

Continua depois da publicidade