As polêmicas sobre as provas de triatlo nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 começaram muito antes da buzina soar nesta quarta-feira (31). O Rio Sena é um lugar histórico, porém, é nítido que ter a natação no local foi algo inaceitável pelas condições já conhecidas há anos. E sinceramente, era um tanto quanto óbvio que não seria despoluído a tempo.

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Quadro de medalhas de Paris 2024

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Polêmicas da água à parte, o sinal para as triatletas no individual feminino se posicionarem foi dado e algumas delas já saltaram para o Rio Sena, antes da buzina soar. Uma largada que gerou muitos questionamentos.

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Agora, falando do que vimos em ação, nas duas provas, a natação foi com tempos mais lentos do que estes mesmos atletas normalmente fazem por conta da forte correnteza da água. O ciclismo no feminino chamou atenção para as inúmeras quedas devido o asfalto e ruas de paralelepípedos estarem molhados com a chuva que caiu na madrugada. E as disputas na corrida, tanto no feminino quanto no masculino, foram alucinantes. Dá pra dizer que os pódios foram definidos ali, nos 10 quilômetros percorridos.  

A francesa Cassandre Beaugrand, disputando pela segunda vez uma Olimpíada, buscou o ouro e, aos 27 anos, subiu ao lugar mais alto do pódio. No masculino, um sprint final confirmou o favoritismo do britânico Alex Yee, prata em Tóquio, que ultrapassou o neozelandês Hayden Wilde.

O Brasil não esteve nos pódios, mas fez resultados gigantes

O técnico Marcelo Ortiz já havia adiantado que o Brasil chegaria com um time muito forte e que, pela primeira vez, chegaria com chances reais de fazer o melhor resultado brasileiro na história das Olímpiadas, que foi exatamente o que aconteceu, uma quarta-feira histórica.

A catarinense Djenyfer Arnold fez a segunda melhor colocação de uma brasileira em Jogos Olímpicos. Ela terminou a prova na 20ª posição, dentre 56 competidoras, com o tempo de 1 hora, 58 minutos e 45 segundos.

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A melhor marca de uma brasileira é a de Sandra Soldan, 11ª colocada em Sydney 2000, com o tempo de 2 horas 3 minutos e 19 segundos. Mas, como todo atleta que anseia resultados expressivos, a Djeny ficou com um gosto de ”quero mais”, como relatou nas redes sociais.

— Queria poder estar mais feliz, mas, infelizmente, estou com um sentimento de frustração. Eu sei o que sou capaz, eu sei o que eu treinei para isso, mas não sei explicar o que aconteceu! Na verdade, tudo aconteceu. Um erro grotesco na saída por conta da organização. Além disso, uma punição de 15 segundos que eu nunca havia recebido na minha carreira. Não estou aqui para dar desculpas, mas pra expressar o meu sentimento! Sei que muita gente estava esperando mais de mim, inclusive, eu mesma, mas hoje não foi meu dia! Mesmo assim, deixo registrado meu muito obrigada a cada pessoa que torceu por mim! Triathlon é um esporte individual, mas, com certeza, não estaria nos Jogos Olímpicos se não fosse pelas pessoas que estão ao meu redor! Eu prometo voltar mais forte e ainda dar muito orgulho ao povo brasileiro — escreve a catarinense.

No masculino, Miguel Hidalgo terminou a prova na 10ª posição, que é o melhor resultado de um brasileiro nas sete edições dos Jogos Olímpicos.

Triatlo em Paris 2024 (Foto: Miriam Jeske, COB)
Hidalgo durante prova de triatlo em Paris 2024 (Foto: Miriam Jeske, COB)

Aos 24 anos, o paulista que estreou em Olimpíadas, conseguiu uma bela recuperação no ciclismo e chegou a assumir o quinto lugar na corrida, a três segundos do terceiro, mas na última volta de 2,5 quilômetros, o brasileiro perdeu forças e fechou a disputa 54 segundos atrás do campeão, com o tempo de 1 hora, 44 minutos e 27 segundos.

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— Eu arrisquei tudo pela medalha e acabei com nada. Estive tão perto. Orgulhoso por ter entregado absolutamente tudo, e frustrado por não ter sido o suficiente. Já chorei tudo o que precisava. Continuarei evoluindo para realizar o meu maior sonho, e prometo entregar o que o Brasil merece daqui a quatro anos. Obrigado pelo carinho de todos os torcedores, os brasileiros dão aula. Top 10 nos meus primeiros Jogos Olímpicos — relatou Miguel Hidalgo nas redes sociais.

O gosto de ”quero mais” ficou na boca dos triatletas brasileiros, mesmo Djenyfer Arnold e Miguel Hidalgo tendo feito resultados históricos para o Brasil em Olimpíadas. Mas, talvez, seja isso que faz com que eles estejam onde estão, o anseio por querer mais, a sede de disputar por mais. 

— Nos últimos anos, a grande evolução veio dos vários training camps, especialmente em Font Romeu. Infelizmente, para competir nesse nível altíssimo, não dá para se viver em São Paulo. Evoluímos muito, mas não o suficiente AINDA para conquistar uma medalha olímpica. Mas ela virá! Eu tenho certeza disso. Quando olho para trás, vejo a sorte que tive de poder treinar ambos e ver a evolução acontecendo a cada ano, de ver o quanto Miguel e Djenyfer são atletas incríveis. Obrigado pela confiança que tiveram em mim, nessa construção desse caminho até Paris — relatou Marcelo Ortiz, técnico do Miguel e da Djenyfer.

O Brasil ainda tem chance de voltar a fazer história. Dessa vez, será no revezamento misto nos Jogos Olímpicos Paris 2024, que deve acontecer na próxima segunda-feira (5).

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