Nosso corpo possui um sistema de defesa que foi se adaptando e aprimorando ao longo da expansão humana pelo planeta. E, mesmo com toda a eficiência, um vírus ou bactéria desconhecidos pelo organismo pode significar uma nova doença para a qual não há cura.
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Então, é fundamental que nosso “banco de dados biológico” seja atualizado de tempos em tempos, e os esforços humanos ajudam muito neste sentido. O desenvolvimento de uma vacina não somente estimulam a resposta imune, mas também permite controlar futuras invasões do mesmo tipo de microorganismo.
Enquanto cientistas de todo o mundo buscam uma vacina para a Covid-19, confira a seguir um panorama geral sobre nossas defesas naturais e as vacinas:

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SISTEMA IMUNOLÓGICO
O corpo humano possui uma enorme quantidade de células e moléculas que localizam, destroem ou inativam invasores que causam infecções e tumores. Conheça as estrututuras de defesa mais importantes:
LINFONODOS
São responsáveis pela filtragem de substâncias tóxicas e eliminação de vírus e bactérias. Ligados pelos vasos linfáticos, são mais de uma centena de estruturas espalhadas pelo corpo, mas com concentração no pescoço, axilas e virilha.
TIMO
É aqui onde amadurecem os linfócitos T, células que orquestram a resposta imune adquirida.
BAÇO
Multifuncional, faz a filtragem, produção de glóbulos brancos e destruição de velhas células sanguíneas, além de reserva de sangue.
PLACAS DE PEYER
Localizadas no interior do intestino delgado, as placas impedem que microorganismos atravessem a parede intestinal e contaminem outras áreas do corpo.
MEDULA ÓSSEA
É no interior dos ossos que é produzida a maioria dos glóbulos brancos para combater os microorganismos, linfócitos (que produzem substâncias para destruir vírus e bactérias) e os macrófagos (que destroem os intrusos).

A VACINA
As vacinas são preparadas a partir de microorganismos (bactérias ou vírus) modificados em laboratório, de forma a perderem a capacidade de provocar a doença.
IDENTIFICAÇÃO
Para a vacina, são usados microorganismos inteiros ou partes dele. O antígeno é a parte específica do vírus ou bactéria que as células de defesa reconhecem.
REPRODUÇÃO
Biorreatores são os equipamentos onde os microorganismos são multiplicados em grande quantidade.
PURIFICAÇÃO
É nesta etapa que os microorganismos são enfraquecidos ou mortos.
FORMULAÇÃO
Consiste na adição de componentes para obter a imunogenicidade ideal, com vista à futura administração.
TESTES EM ANIMAIS
Inicia-se com camundongos infectados e outros animais. Posteriormente em primatas e, finalmente, em humanos. O objetivo nesta etapa é descobrir se a vacina é segura e se está estimulando adequadamente a resposta imune.
APLICAÇÃO EM HUMANOS
A vacina é aplicada em um pequeno grupo de humanos. Mais tarde eles terão contato com o vírus ou bactéria para testar a eficiência da vacina.
APLICAÇÃO EM GRUPO MAIOR
Aumenta-se o número de pessoas em teste. O processo é o mesmo: aguardar que as pessoas sejam infectadas e descobrir se ficaram protegidas contra o vírus.
PROCESSO INDUSTRIAL
Uma vez comprovada a eficácia, a vacina passa a ser produzida em escala industrial. O processo de elaboração até a produção pode demorar até dois anos.
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Uma vez comprovada a eficácia, a vacina passa a ser produzida em escala industrial. O processo de elaboração até a produção pode demorar até dois anos.

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A VACINA NO CORPO HUMANO
O objetivo da vacina é estimular o corpo a produzir uma resposta imune (anticorpos e células T) sem que ele precise ter ficado doente antes
Vírus ou bactérias mortos ou enfraquecidos
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Assim que a vacina entra no corpo, ela simula uma leve infecção, estimulando o sistema imunológico.
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O estímulo causado pela vacina atrai células com sensores que reconhecem os microorganismos. As especialistas nesta função são as células dendríticas.
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As células dendríticas saem de onde estiver a infecção levando partes do microorganismo para os órgãos linfóides secundários (baço e linfonodos, dentre outros), onde são apresentados para o resto do sistema imunológico.
Ingerindo o antígeno
Fragmentando o antígeno
Apresentando o antígeno para um linfócito T
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Com a devidas informações sobre o invasor, as células T e B são ativadas e se deslocam pelo corpo, iniciando o processo de identificação e eliminação dos invasores que contém esse antígeno específico.
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Nosso sistema imunológico fica com o registro dos vírus e bactérias, o que permite controlar futuras invasões com o mesmo tipo de microorganismo antes que a doença se manifeste. A isso chamamos de imunidade.
ALÉM DA PRIMEIRA DOSE
A resposta imune de memória pode ser acelerada e permanecer por mais tempo no corpo quando o organismo é exposto a várias doses de vacina, em certos intervalos de tempo. Isso explica o fato de usarmos duas ou mais doses das vacinas para induzir uma resposta imune protetora e evitar, em muitos casos, o desenvolvimento da doença.
INFOGRAFIA: Ben Ami Scopinho, NSC Total
DESENVOLVIMENTO WEB: MAIARA SANTOS
COLABORAÇÃO: LABORATÓRIO DE IMUNOBIOLOGIA, PROF DR. DANIEL MANSUR, UFSC
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