A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou, nesta quinta-feira, voto de repúdio diante da possibilidade de transmissão da presidência do Mercosul à Venezuela. A posição não reflete a concordância de todo o Senado Federal, que ainda deve deliberar sobre a questão em plenário.

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— O presidente Nicolás Maduro já deu amplas demonstrações de que não governa democraticamente. Um governo que mantém presos políticos, persegue opositores, desrespeita o legislativo e tutela o poder judiciário não pode presidir o Mercosul — registrou senadora Ana Amélia (PP-RS), autora do requerimento.

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Atualmente, a presidência do Mercosul é exercida pelo Uruguai, que deve passá-la este mês para a Venezuela — segundo o sistema de rodízio semestral. O Paraguai é contra que Caracas assuma a condução do bloco e defende a suspensão da Venezuela com base no Protocolo de Ushuaia, que prevê esta sanção em casos de ruptura da ordem democrática.

Há dois dias, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, José Serra, defendeu que o Mercosul precisa de mais tempo para decidir se a Venezuela pode ou não assumir a condução do bloco. Para ele, o ideal era esperar até agosto, quando vence o segundo prazo dado à Venezuela para cumprir os requisitos normativos do Mercosul. Está marcada para a próxima semana uma reunião entre chanceleres do bloco para discutir a situação da Venezuela à luz do protocolo.

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*Estadão Conteúdo