Definitivamente, este será um Dia das Mães diferente na família da advogada Neide Moré, 44 anos. Moradora de Florianópolis e torcedora do Figueirense, ela encara o domingo torcendo contra o marido e os três filhos. É que os quatro “homens da casa” são fanáticos pelo Avaí. E, tratando-se do clássico de maior rivalidade no Estado, não tem solução: os corações ficarão divididos. Ainda mais pela importância do jogo: a final do Campeonato Catarinense.

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Estudo, trabalho, tarefas do lar, animais de estimação e cuidados com a beleza. A rotina de Neide não é fácil. Depois tanta dedicação, nada mais justo do que receber o carinho do marido e dos filhos no Dia das Mães, não é mesmo? O problema é que a data especial caiu exatamente no domingo em que o Leão e o Furacão irão travar um duelo épico pelo título do Estadual.

E o clima de rivalidade toma conta da família Moré.

— Nessa hora, vale o coração de torcedor. Quero um 4 a 0 para o Figueirense, mas qualquer resultado vai ser gostoso. Se o Figueira perder, tenho certeza de que eles não vão me perdoar, mesmo sendo o Dia das Mães. Vai ter provocação e risada, mas é uma brincadeira sadia. Depois a gente faz as pazes — explica Neide.

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O filho mais velho, Jorge Moré Neto, 24 anos, concorda. Segundo ele, durante o clássico a família ficará dividida, mas no bom sentido.

— Futebol é um assunto separado. Domingo, a gente deixa o Dia das Mães um pouquinho de lado, mas é só por 90 minutos — avisa.

No que depender dele e dos irmãos, Neide terá de aguentar a zoação.

— Ela tira “onda” porque o Avaí está na Série B. Então, desta vez, ela já se preparou psicologicamente durante a semana porque sabe que vai levar corneta — brinca.

Neide conta que cresceu torcendo para o Furacão por influência pai, Assis Silveira, que faleceu em 2002. Depois que se casou, ela até tentou agradar o marido torcendo para o Avaí, mas nunca conseguiu disfarçar a verdadeira paixão.

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— Certa vez, comemorei um gol do Avaí e um dos meus filhos lembrou que o avô Assis ficaria chateado comigo. Chegou em um ponto em que não teve mais como esconder. Agora, eles não deixam eu ficar muito perto da televisão nos dias de jogos porque dizem que dou azar para o Avaí — diz Neide, sorrindo.

O marido Jorge Moré, 46 anos, confirma:

— Quando ela está por perto é incrível, a bola não sai da área do Avaí. Ela seca mesmo — garante.

E com a desvantagem de 4 a 1 dentro de casa, os acessórios do Figueira são praticamente todos barrados. Entre roupas para os cachorros, chaveiros, carteiras e bandeiras do Avaí, Neide deu um jeito de comprar ao menos uma camisa do Furacão para curtir a final. A reação foi imediata.

— Só se for para fazer pano de chão — lembra Jorge.

Mas como a data é especial, o marido concorda em abrir uma exceção.

— Vamos apostar no 2 a 1 para o Figueirense. Assim, ela fica feliz com a vitória, mas nós ficamos com o título — conclui.

Neide é alvinegra, enquanto marido e filho são avaianos (Foto: Jessé Giotti / NSC Total)

Avaí e Figueirense decidem o Catarinense a partir das 16h deste domingo no Orlando Scarpelli. O primeiro jogo, na Ressacada, terminou 3 a 0 para o Leão.

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Para ser campeão, o Furacão precisa vencer por quatro gols de diferença. Qualquer vitória por três gols de vantagem para o Figueira leva a decisão para os pênaltis. Não há prorrogação e nem saldo qualificado.

Quem ficar com o título assumirá a liderança isolada no número de conquistas no Catarinense. Por enquanto, cada uma das equipes conta com 15 triunfos no Estadual.

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