Na divisa com a Argentina e com o estado do Rio Grande do Sul, a cidade catarinense de Itapiranga, no Extremo-Oeste catarinense, se destacou em 2024 como a mais quente, ao registrar 43,6ºC às 18h do dia 7 de fevereiro. Os dados são da Epagri/Ciram e de acordo com especialistas, o fato tem relação com a localização geográfica.

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— Morar em Itapiranga é um desafio, porque nessa época do ano, não importa o ano, sempre é quente. Nós temos uma condição de altas temperaturas, menor movimentação de massas de ar, e nós temos o Rio Uruguai, bastante recursos hídricos. Então, tu tem um ambiente quente e abafado — explica o presidente do Comitê Antas e Afluentes do Peperi-Guaçu, Anderson Rhoden. O órgão atua na gestão da Bacia Hidrográfica do Rio das Antas e abrange 35 municípios.

O município fica às margens do Rio Uruguai, possui alta umidade e sensação de abafamento. Em fevereiro do ano passado, Itapiranga teve dois picos de calor, um no dia 5 (43,01ºC) e outro no dia 7 (43,6ºC).

O ano de 2024 foi o mais quente dos últimos 63 anos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que observou dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM). A média das temperaturas naquele ano foi de 25,02°C, superando em 0,79°C a média histórica de 1991-2020, que é de 24,23°C.

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Veja fotos de Itapiranga

Berço Nacional da Oktoberfest

O município de pouco mais de 16 mil habitantes, de acordo com o Censo do IBGE de 2022, fica no Extremo-Oeste de Santa Catarina, e assim como as famosas cidades do Vale do Itajaí, também foi colonizada por imigrantes alemães e é reconhecida pelas suas tradições e cultura germânica.

Por lá, a Oktoberfest, festa inspirada na cultura alemã, já é comemorada há 46 anos, atraindo muitos visitantes todos os anos. Segundo relatos, essa foi a primeira celebração do gênero realizada no Brasil, em 1978, e tem até um memorial, que guarda muitas histórias.

O município também possui um Centro Histórico Germânico, conhecido como “Vila Germânica”, que foi inaugurado em 2021, justamente para guardar a história dessa parte da população que tem raízes germânicas.

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*Com informações de Cláudia Pletsch, da NSC TV.