O duelo deste domingo, às 17h, na Arena Condá opõe dois times em momentos muito diferente. Enquanto a anfitriã Chapecoense amarga a lanterna da competição, o visitante Metropolitano aparece como um dos destaques dos torneio. O DC analisa as razões do bom momento do Metrô e os motivos que fazem o Verdão decepcionar.
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Os pecados do lanterna
Poucos – para não dizer ninguém – esperavam que o time de Série A ocuparia a última posição do Catarinense. Gilmar Dal Pozzo entende a urgência do momento, que exige uma vitória.
– Tem que ser neste domingo – afirmou o técnico.
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A largada ruim tem suas razões. A primeiro é a saída de peças importantes, como Bruno Rangel e Athos. A defesa começou o ano mal, mas já está se acertando. A parte crítica mesmo é do meio para frente, que sofre com falta de criatividade e pontaria.
– Temos que melhorar a finalização – admitiu Dal Pozzo.
As voltas de Tiago Luís e Fabinho Alves trazem esperança de que o setor ofensivo melhore. No entanto, eles não têm condições de atuar 90 minutos.
As razões do sucesso
Um grupo experiente, que mantém a espinha dorsal há alguns anos. Esse é o Metropolitano, sensação do Estadual. Para alguns, o início avassalador do Metrô é surpresa. Para quem acompanha o dia a dia da equipe, não.
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Para esta temporada, a diretoria do clube apostou na reformulação de parte do grupo, mas manteve a base que quase chegou à Série C em 2013. Sob a batuta do lateral e capitão Alessandro, o time se fechou e vem jogando um futebol competitivo, com muito esforço de cada um dos atletas.
Alessandro acredita que o segredo da campanha é a união e a concentração. Ele diz que em todas as conversas que o grupo realiza, procura valorizar cada um do elenco.
– Aqui não tem reserva ou titular, são 25 atletas que se ajudam e estão focados em conseguir o objetivo, que é fazer um bom torneio – comentou.
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Aliado a isso, a diretoria apostou na renovação do ataque. Insatisfeitos com o desempenho do setor na temporada passada, os dirigentes buscaram nomes rodados, como Reinaldo e Negreiros. A resposta está aí. Em quatro jogos, o Metrô venceu três e jogou de igual para igual com o Figueira, fora de casa, na única derrota até aqui.
Com cinco jogos por fazer na fase de classificação, o time caminha a passos largos para conseguir a vaga no quadrangular decisivo. Para o técnico Abel Ribeiro, os jogadores já demonstraram a força da equipe.
– A gente vem fazendo bons jogos. Na derrota contra o Figueirense (por 3 a 2) cometemos alguns erros e fomos punidos por isso. Mas todo mundo aqui sabe que não temos 11 titulares, temos um grupo – definiu.
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FICHA TÉCNICA
Chapecoense: Nivaldo; Fabiano, André Paulino, Rafael Lima e Fabinho Gaúcho; Wanderson, Willian Arão, Wescley Nenén; Rodrigo Gral e Bergson
Metropolitano: João Paulo; Paulinho, Alexandre Carvalho, Junior Fell e Juninho; Everton Cézar, Cícero, Julio Zabotto, Juliano Mineiro; Negreiros e Maurinho
Horário: 17h
Arbitragem: Ronan Marques da Rosa, auxiliado por Kleber Lúcio Gil e Neuza Inês Back
Local: Arena Condá, em Chapecó