“Medo e nervosismo”. É assim que a catarinense Nathalia Moritz, de 25 anos, descreve os dias em que os Estados Unidos foram atingidos por uma nuvem de fumaça, causada pelas queimadas no Canadá. Morando em Nova York há quatro anos, a jovem relatou a sensação da passagem do fenômeno pelo país em entrevista ao g1 SC.
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Natural de Brusque, Nathalia explica que toda a cidade tinha um cheiro muito forte de queimado. Isto fez com que ela usasse máscara até em lugares fechados, além de trazer uma mudança nas cores do céu e sol, dificultando a visão.
— Cheiro muito forte na rua, como se tivesse queimando um churrasco vezes 1 milhão. A cor da rua era cena de apocalipse. Céu completamente laranja. O sol era vermelho. Nunca passei por algo parecido — explica.
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Ela conta que os primeiros sinais começaram na terça-feira (6), mas o pior dia foi na quarta-feira (7). Em um vídeo, publicado por ela, ela mostrou como ficou a cidade depois da chegada da fumaça. A situação, no entanto, só amenizou na sexta-feira (9).
— Na quarta atingimos a pior qualidade do ar de todas as cidades do mundo. A grande maioria utilizava máscaras. Não tinha como abrir janelas, todo mundo na rua de máscaras e os purificadores de ar ligados a mil — conta.
Apesar da melhora, no entanto, Nathalia não esconde o medo de voltar a vivenciar a mesma situação nos próximos dias.
— Se as queimadas continuarem e os ventos mudarem para o nosso lado, pode ser que volte a acontecer esses dias alaranjados. Muito preocupante — finaliza.
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De acordo com autoridades canadenses, esta pode ser a pior temporada de incêndios florestais já atingidos no país. Eles iniciaram no início de junho em Quebec, sendo influenciado pelo clima seco e quente. Atualmente já são mais de 100 em todo o país.
Isto fez com que a fumaça se dissipasse a atingisse algumas cidades norte-americanas, como Nova York. A neblina alaranjada cobriu a cidade, escurecendo a paisagem e gerando alertas para a saúde da população, já que ela é considerada tóxica.
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