A vizinha dos dois meninos, de 7 e 8 anos, que morreram envenenados por chumbinho há cinco meses em Parnaíba, no Piauí, teve a prisão revogada após uma nova perícia nos cajus que supostamente teriam sido a causa da morte. O novo suspeito, segundo a polícia, é Francisco de Assis da Costa, padrasto da mãe das crianças, que está preso por ser o principal suspeito pela morte de quatro pessoas no primeiro dia do ano, também por envenenamento. A reviravolta foi divulgada com exclusividade pelo Fantástico neste domingo (12).

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A investigação foi reaberta com a confirmação de que não havia chumbinho nos cajus ingeridos pelas crianças que haviam sido oferecidos por Lucélia Maria Gonçalves, até então principal suspeita do crime, que também vitimou animais da comunidade em que moravam, segundo informações do g1. A mulher chegou a ter a residência incendiada pelos moradores da região.

O laudo da perícia foi divulgado na última semana, quando Francisco, padrasto de Francisca Maria da Silva, foi preso suspeito de envenenar um baião de dois comido por ele, Francisca e toda a família em um almoço no primeiro dia do ano. Segundo o Instituto de Medicina Legal (IML), o baião de dois também continha chumbinho. Além da enteada do suspeito, também estão entre os mortos do novo crime Manoel Leandro da Silva, de 18 anos, e duas crianças, de 1 e 3 anos.

Inicialmente, a polícia não via relação entre os casos, mas com o novo laudo, Francisco passou a ser o principal suspeito do crime ocorrido em agosto de 2024.

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De acordo com a investigação, ainda não há evidências de que ele tenha envenenado outro alimento consumido pelas crianças mortas há cinco meses, mas que é necessário investigar, já que o caju não foi o responsável pela morte.

Francisco nega participação nos crimes, mas fez comentários preconceituosos contra as crianças mortas este ano em depoimentos, os definindo como “primatas”. Ele também foi internado após comer o baião de dois, mas recebeu alta.

Vizinha solta

Lucélia Maria Gonçalves sempre negou participação no crime que resultou na morte dos vizinhos. De acordo com o advogado da mulher, a prisão foi realizada “sem as devidas confrontações”.

Ela teve a prisão revogada na última semana pelo Ministério Público. À época do crime, a Polícia Civil recolheu relatos de testemunhas que disseram que Lucélia tinha conflitos com vizinhos e que outros animais já haviam sido envenenados pela mulher.

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Além da casa incendiada, ela também quase foi agredida por pessoas que moram na região.

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