O diretor-presidente da Casan, Edson Moritz Martins da Silva, assumiu que a imagem da empresa “historicamente não é boa” em entrevista ao vivo para o Jornal do Almoço, na NSC TV, nesta quarta-feira (6). A crítica ocorre após o rompimento de um reservatório de água que causou pânico, arrastou carros e destruiu casas no bairro Monte Cristo, no Continente de Florianópolis, durante a madrugada.
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— Quero reconhecer primeiro, sem nenhuma outra questão, a imagem da Casan já não é boa, historicamente ela não é boa. Quando eu cheguei lá tinha essa consciência que ela não é boa. É difícil transformar uma empresa que tem uma imagem ruim em uma imagem boa —, disse.
— A gente tem que aproveitar essa oportunidade para perguntar “e a Casan a partir de agora? o que a gente vai fazer com ela?” Nós vamos buscar transformá-la. Vamos adotar medidas que serão muito duras e relevantes, para poder continuar prestando serviço para as prefeituras — completou.
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Rompimento de reservatório
O rompimento do reservatório de água da Casan ocorreu às 2h na rua Luís Carlos Prestes, no bairro Monte Cristo, após uma das paredes se deslocar. A via ficou alagada por cerca de 2 mil metros cúbicos e destruiu muro de casas e carros. A área foi evacuada e isolada.
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Ao menos 85 residências foram impactadas, que abrigavam 150 famílias, segundo informações da Prefeitura de Florianópolis.
Os prejuízos causados pelo rompimento de um reservatório de água já são contabilizados pela Casan. Segundo a empresa, a prioridade no momento, é acolher os moradores afetados o mais rápido possível.
— As pessoas estão abrigadas em uma igreja. A primeira providência é cuidar das pessoas, fazer o cadastro das pessoas atingidas, ir com o morador na casa. Quem tiver a necessidade, vai ser feito o encaminhado para um hotel ou pousada — explica Joel Horstmann, diretor de operações e expansão da Casan.
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