Os moradores de Santa Catarina, Mariana Stafin Schultz, de 25 anos, e João Zahdi Ricetti, 34 relataram a situação do Marrocos após o terremoto que deixou mais de mil mortos na sexta-feira (8). O casal, que mora em Mafra, no Norte do Estado, tive que sair às pressas do hotel que estava hospedado.

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O epicentro do terremoto ocorreu nas montanhas do Alto Atlas, 71 quilômetros de Marrakech, onde o casal está. Eles afirmaram que muros e casas caíram por conta do tremor registrado na área histórica da cidade.

— A gente conseguiu sair [do hotel] e ficou esperando em uma praça. Aí, começaram a chegar muitos feridos. Depois, a gente veio se reencontrar com o resto da delegação em outro hotel — disse Ricetti, que é paleontólogo e está no país acompanhando a comitiva catarinense em um evento da Unesco que debate geoparques.

Mariana estava dentro do hotel com o namorado quase pegando no sono quando o terremoto teve início. Segundo ela, a sensação do tremor foi de que “estavam arrombando o hotel’.

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— O João agiu muito rápido nessa hora. Ele disse ‘é um terremoto’, a gente foi para perto de um arco e ele jogou tipo um colchão do sofá em cima da gente. De repente, começou a levantar poeira, porque caiu um muro perto que dava para a janela do nosso quarto — afirmou.

Logo depois, os dois juntaram os pertences mais importantes e deixaram o local. Para conseguir sair do quarto, Mariana precisou arrombar a porta. Com medo de sofrerem alguma violência na rua, os dois seguiram por cerca de 2 quilômetros para o hotel onde a delegação brasileira estava:

— Quando a gente chegou, deum um alívio maior de encontrar todo mundo, todos os brasileiros. Mas eu acho que a ficha ainda está caindo — disse a jovem que é fisioterapeuta.

Agora, o casal busca antecipar o retorno ao Brasil. A passagem de volta está marcada para quinta-feira (13).

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Veja fotos feitas pelo casal após o terremoto

Deputado de SC relata momentos de tensão durante terremoto no Marrocos: “saímos correndo”

Terremoto no Marrocos

Um forte terremoto de magnitude 6,8 atingiu o Marrocos na noite desta sexta-feira (8) e já deixou 1.037 mortos e mais de 1.200 feridos. O número de vítimas, porém, não é definitivo e pode aumentar, segundo as autoridades do país.

O tremor ocorreu por volta das 19h30 (horário de Brasília) e durou cerca de 15 segundos, mas deixou um rastro de destruição nas aldeias das montanhas do Atlas até a cidade histórica de Marrakesh. As províncias mais atingidas foram Al Haouz, Ouarzazate, Marrakesh, Azilal, Chichaoua e Taroudant.

*Com informações de g1sc