Canabarro, nome artístico de um dos precursores da cerâmica artística em Santa Catarina e em Florianópolis, abre “Destroços em Gaza”, exposição inédita que retrata os conflitos da Faixa de Gaza, região que recém alcançou o cessar-fogo. A mostra gratuita estará no Jardim da Fundação Cultural Badesc até o dia 27 de março.
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Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Canabarro Machado tem 77 anos e foi responsável pela formação de inúmeros ceramistas, inclusive em Santa Catarina. Com exposições no Brasil e em países do exterior, como Japão e Uruguai, Canabarro foi indicado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) como titular da disciplina de cerâmica.
Ele atuou como professor de 1978 até 2018. Quem faz a curadoria da mostra é, inclusive, Isabela Mendes Sielski, ex-aluna de Canabarro.
— Ele foi o meu primeiro professor de cerâmica na universidade, e esses anos de aprendizado junto dele foram bem importantes para a minha profissão como artista e ceramista. O “Cana” sempre foi muito questionador e instigava os alunos para o mundo das artes. Agora, é uma honra poder fazer a curadoria desta mostra — comenta ela.
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Conheça a exposição e o artista
As obras foram produzidas por Canabarro em 2024, e algumas em 2023. Mesmo com o cessar-fogo, para ele, o impacto e significado da exposição não mudou.
— O cessar-fogo não reprime o ódio cultivado há séculos. A exposição é apenas um ponto para refletir, já que as guerras continuam em outros lugares do mundo. O impacto não muda, porque as atrocidades e mentiras sobre os motivos das guerras continuam — afirma.
Disseminação da cerâmica artística em SC
Canabarro conta que, quando veio a Santa Catarina, o Estado já era referência em cerâmica, mas “faltava” a cerâmica artística contemporânea, a qual ajudou a disseminar.
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Em 1980, Canabarro foi responsável pela criação do Grupo Nha-ú — palavra de origem tupi-guarani que significa barro para cerâmica, que realizava pesquisas em cerâmica e a buscava a valorizar como arte. Na época, o grupo expandiu ações não só por Florianópolis, mas também por Santa Catarina.

— O Nha-Ú me possibilitou participar de um grupo de cerâmica contemporânea que foi pioneiro na cidade e no Estado. Propor instalações, pensar criticamente a arte e o próprio fazer cerâmica, junto ao professor e ao grupo, foi com certeza uma iniciação para muitos estudantes da época — pontua Isabela, que fez parte do grupo nos anos 80.

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Mesmo com os anos de história e de profissão, Canabarro diz que, agora, se sente no início da carreira.
*Sob supervisão de Andréa da Luz
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