A Câmara dos Deputados abriu inquérito para apurar responsabilidades na agressão sofrida por uma jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na quarta-feira. Pollyane Marques tentava fazer perguntas ao pastor Marco Feliciano (PSC-SP) após a reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias quando teria sido empurrada e atingida por uma cotovelada no rosto.

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– Perguntei se era democrático fugir da imprensa. Quando perguntei pela segunda vez, senti um empurrão mais forte. Estava muito próxima do deputado Marco Feliciano. Perguntei se era democrático os seguranças baterem na imprensa e, em seguida, senti cotovelada – contou Pollyane Marques.

Acompanhada por representantes da EBC, ela prestou queixa na Polícia Legislativa da Câmara e fez exame de corpo de delito na Polícia Civil do Distrito Federal. Ela teve ferimentos na boca e nos joelhos. A jornalista disse que não conseguiu identificar o autor da agressão.

– Tinha assessores do [deputado] Feliciano e seguranças da Câmara, mas não posso precisar quem foi. O joelho sangrando não dói. O que dói mais é atitude. A reposta a minha pergunta se era democrático bater na imprensa foi uma cotovelada na cara. Posso não saber quem foi, mas receber uma cotovelada depois de perguntar isso, tenho a certeza que foi [uma ação] deliberada – disse Pollyane.

A EBC divulgou nota nesta quinta-feira repudiando a agressão sofrida pela sua colaboradora.

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“A EBC repudia a agressão sofrida pela jornalista que estava em cumprimento de seu trabalho e manifesta preocupação com o ocorrido, pois fatos como esse deterioram a imagem democrática do Parlamento brasileiro”, diz trecho da nota.

A direção da EBC solicitou audiência com o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e apuração rigorosa do caso.

– A gente quer repudiar a agressão feita em um ambiente da Câmara por causa de um pergunta. Isso não é correto e queremos também fazer um alerta a instituição. Queremos saber o que aconteceu – disse o diretor-geral da EBC, Eduardo Castro.