O Ministério das Relações Exteriores anunciou que Brasil e México voltarão a adotar o sistema de vistos eletrônicos para viagens turísticas e de negócios entre cidadãos dos dois países, após terem suspendido o modelo em agosto do ano passado. Com a medida, não será mais cobrado o visto físico e nem necessário ir a um consulado para fazer a emissão do documento.

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Atualmente, a entrada de brasileiros no México é permitida apenas com o visto físico, a não ser que a pessoa já tenha um visto válido e vigente ou então residência permanente em países como Canadá, Estados Unidos (EUA), nações que integram o Espaço Schengen (alguns países europeus), Japão ou Reino Unido.

O sistema ainda não tem uma data definitiva para começar, mas o comunicado oficial do governo brasileiro informa que será implementado “nos próximos meses”.

O acordo faz parte de um processo que busca isentar brasileiros e mexicanos de autorizações para visitas mútuas entre os países. Durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em maio, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que o México seria o segundo país, depois do Japão, a liberar turistas brasileiros do visto.

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Embora anunciado nesta semana, o acordo já estava sendo costurado desde abril, quando Vieira esteve no México para o encontro da 5ª Reunião Binacional. O acordo foi tratado com a secretária das Relações Exteriores do México, Alícia Bárcena Ibarra.

— Sem perder de vista o objetivo comum da retomada gradual do Acordo de Isenção de Vistos entre Brasil e México, a adoção conjunta de vistos eletrônicos permitirá que cidadãs e cidadãos brasileiros e mexicanos possam solicitar, de modo rápido, seguro e sem necessidade de deslocamento a repartições consulares, visto de visita para fins de turismo e negócios nos dois países — informou o Ministério das Relações Exteriores, em nota.

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O visto eletrônico já chegou a ser adotado recentemente pelos dois países, mas por pouco tempo. Em agosto do ano passado, apenas nove meses com o sistema em funcionamento, o México voltou a exigir do Brasil a autorização em papel para a entrada em seu país.

Na época, meses antes do cancelamento do visto eletrônico, uma falha técnica impediu que os consulados mexicanos emitissem as autorizações, causando tumultos para as pessoas que já tinham comprado passagens. Em razão das falhas, turistas acabaram não conseguindo viajar.

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*Com informações de Estadão Conteúdo.

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