A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) volta a operar em queda nesta segunda-feira (27), acompanhando a depressão dos mercados financeiros mundiais. Às 11h11min, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, recuava 2,50%, a 30.694 pontos.
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Em todo o mundo, os mercados seguem de olho nas perspectivas pessimistas para o crescimento econômico, sob temores de que as medidas adotadas por governos e bancos centrais não sejam suficientes para conter uma recessão global.
Os mercados financeiros estão muito nervosos na expectativa da divulgação de indicadores macroeconômicos chave esta semana nos Estados Unidos e na Europa. Os analistas prevêem maus resultados trimestrais para as grandes empresas ou não tão bons quanto deveriam para reverter esta situação de pessimismo.
– A crise financeira internacional se tornou catastrófica em outubro. Ela está afetando a economia real, mas hoje ainda é difícil prever sua evolução e sua duração sobre a economia mundial – comentaram analistas do BNP Paribas.
Europa e Ásia
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Por volta das 10h20 (horário de Brasília), a bolsa de Londres recuava 3,36%, enquanto em Frankfurt, na Alemanha, o índice DAX caía 3,86%. Em Paris, o CAC-40 verificava queda de 6,15%. Na Espanha, a baixa era de 5,50%.
Dia de perdas também na Ásia: a bolsa de valores do Japão fechou o pregão no menor patamar em 26 anos e a maioria dos mercados asiáticos registrou fortes quedas durante uma sessão caótica. O índice Nikkei fechou com queda de 6,36%, no menor nível desde 1982.
A bolsa de Taiwan fechou em queda de 4,65%, aos 4.366 pontos. Em Hong Kong, a bolsa local amargou um tombo de 12,70%, enquanto o índice acionário de Xangai encerrou o pregão com uma desvalorização de 6,32%.
Nas Filipinas, o pregão foi suspenso temporariamente depois que o índice da bolsa local recuou 10%. Na Índia, o índice acionário perdia 4,28%, para 8.338 pontos, perto do fechamento. Na Coréia do Sul, a bolsa conseguiu encerrar o dia com uma leve alta de 0,82%, depois de ter passado a sessão volátil.
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As informações são do site G1
Entenda a crise nos mercados mundiais