Zeli Teresinha dos Anjos, sogra da mulher suspeita de envenenar o bolo que matou três pessoas no Rio Grande do Sul, disse ter certeza de que a farinha foi contaminada com arsênio um mês antes do episódio. A afirmação foi feita durante um novo depoimento à Polícia Civil, nessa segunda-feira (20). As informações são da GZH.

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Zeli contou, durante o relato, que a última visita da nora à casa dela em Arroio de Sal, Litoral Norte do estado gaúcho, havia sido no dia 20 de novembro, um mês antes das mortes.

Sogra de suspeita de envenenar bolo com arsênio no RS acredita que era o único alvo do crime

Naquele dia, a idosa conta que as duas conversaram na cozinha. No espaço, havia dois pacotes de farinha: um cheio, e outro quase no fim. O último é o que teria sido utilizado pela vítima para fazer o bolo que causou as mortes.

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Ainda de acordo com a mulher, ela só usou aquela farinha para o preparo do bolo de reis, tradicionalmente consumido pela família antes do Natal.

Veja fotos do caso do bolo envenenado

Urina de marido e filho da suspeita tinham resíduos de arsênio

O marido da suspeita do crime disse, em depoimento nessa segunda-feira, que teve intoxicação alimentar em outubro de 2024, após tomar um suco de manga.

Exames já haviam detectado resíduos de arsênio na urina do marido e do filho de Deise.

IGP analisa amostras e exames

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) analisa as amostras que comprovaram a presença de arsênio no marido, filho e sogra da suspeita. Nessa segunda-feira, o órgão recebeu os exames que foram analisados por dois laboratórios. O IGP os pediu após ficar sabendo da ocasião na qual o marido passou mal após tomar um suco de manga.”

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Nas redes sociais, o IGP afirmou que os exames “precisam de análises adicionais do IGP, bem como do estudo técnico e do aprofundamento científico que poderão esclarecer os quesitos formulados pela Polícia Civil.”

Agora, o IGP também faz a análise de alimentos e de uma garrafa deixadas por Deise em uma visita à sogra no hospital, enquanto a idosa estava internada. Os laudos devem ficar prontos até o final da semana.

Relembre o caso

Maida Berenice Flores da Silva, de 58 anos, Tatiana Denize Silva dos Santos, de 43, e Neuza Denize da Silva dos Anjos, 65, morreram após comerem um bolo durante uma reunião familiar no dia 23 de dezembro. A suspeita é de que o arsênio comprado e usado por Deise tenha sido misturado à farinha.

A mulher também é suspeita pelo homicídio do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, que morreu em setembro de 2024. O corpo dele foi exumado e, na análise, também foi encontrado arsênio. Deise tinha problemas com a sogra e chegou a ameaçar Zeli.

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O que diz a defesa de Deise

A reportagem da GZH tentou contato com a defesa da suspeita, mas não obteve retorno até a última atualização da matéria.

No dia 10 de janeiro, a defesa dela divulgou uma nota dizendo que as declarações divulgadas “não foram judicializadas no procedimento sobre o caso“, portanto “aguarda a integralidade dos documentos e provas para análise e manifestação“.

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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