O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta quarta-feira que pagará R$ 81,7 milhões pelo controle do Banco do Estado do Piauí (BEP), instituição com sete agências e 89 mil clientes no Estado. A aquisição do BEP já tinha sido anunciada na terça-feira, embora sem preço, e foi interpretada como a primeira reação do BB para recuperar a posição de maior instituição financeira do país, posto que perdeu na semana passada, quando o Itaú e o Unibanco anunciaram sua fusão.
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Em comunicado enviado à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o BB informou que emitirá ações próprias para serem entregues aos acionistas do BEP como pagamento pelo controle da entidade financeira. Com a compra, o BB passará a ter 60 agências no Piauí e a monopolizar as contas correntes dos funcionários públicos estaduais.
As negociações para a compra do BEP começaram em novembro de 2007, e apesar de o banco ter contrato no mês passado uma consultoria para determinar seu valor, o anúncio do negócio foi antecipado por causa de rumores no mercado sobre as aquisições preparadas pelo BB. Em sua tentativa de recuperar a liderança, o BB estuda a aquisição de bancos públicos como Nossa Caixa, Banco de Brasília (BRB) e o privado Votorantim.
O BB já tinha anunciado este ano a aquisição do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Segundo analistas, as aquisições em negociação elevariam os ativos da instituição dos atuais R$ 423,445 bilhões para R$ 482,58 bilhões, valor ainda suficiente para alcançar o Itaú Unibanco Holding.
A fusão dos dois bancos privados na semana passada cria ativos de R$ 570 bilhões. Itaú e Unibanco são, nessa ordem, segundo e quarto maiores bancos privados do Brasil, mas juntos superam tanto o BB quanto o Bradesco, que era o líder entre os privados. A fusão transformará o Itaú Unibanco Holding no 17º banco do mundo e com valor de mercado de US$ 41,323 bilhões.
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