O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Santa Catarina (Sintect-SC) buscou o Ministério Público Federal (MPF) para denunciar, segundo os representantes da categoria, a má prestação do serviço de entregas dos Correios em Chapecó.

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De acordo com a denúncia apresentada, a carga represada na cidade, que corresponderia principalmente a correspondências simples, era calculada entre 60 mil e 70 mil objetos, que estariam parados no Centro de Distribuição Domiciliária local.

Além da falta de eficiência na entrega, o sindicato também destacou a falta de número suficiente de funcionários para atender à população. Conforme relatado na denúncia, o último concurso público dos Correios teria ocorrido em 2011 e com isso algumas agências estariam trabalhando com menos da metade do efetivo.

Diante da situação, o MPF solicitou informações à Presidência dos Correios, em Brasília, e à Superintendência Estadual de Operações, questionando a situação das entregas de correspondências e encomendas na cidade.

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O procurador da República, Carlos Augusto de Amorim Dutra, instaurou inquérito e requisitou as informações à direção regional dos Correios ainda em outubro de 2024, após a denúncia. Segundo o MPF, os Correios reconheceram a falta de efetivo e informaram que adotaram ações contingenciais, incluindo um plano de redistribuição de carga, a utilização de recursos extraordinários, o trabalho em feriados e dias de repouso, e a contratação de mão de obra temporária.

Recentemente o MPF solicitou novamente à estatal informações atualizadas sobre o serviço de entregas na cidade.

Em nota, a empresa afirmou que os serviços de entrega estão ocorrendo normalmente na cidade.

“As entregas de cartas e encomendas pelos Correios estão ocorrendo normalmente em Chapecó. Após a adoção de medidas contingenciais para minimizar a situação temporária que impactou a rotina de entrega no município no fim do ano passado, o serviço de entrega dos Correios na cidade está normalizado desde dezembro. Tais informações também foram formalmente apresentadas ao Ministério Público Federal, que reconheceu todos os esforços da estatal para garantir a qualidade dos serviços prestados aos munícipes”.

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