Em 2025, a Associação Catarinense dos Artistas Plásticos (ACAP), completa 50 anos de atuação, e para celebrar o cinquentenário vai promover ao longo do ano exposições e ações com o objetivo de homenagear os artistas fundadores. A primeira será a mostra “Max Moura – Desdobramentos de Uma História: ACAP 50 Anos”, que abre na quinta-feira (6), no Espaço Fernando Beck, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis.

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Para a homenagem, 13 artistas contemporâneos e integrantes da ACAP foram convidados a ressignificar a obra do artista, reelaborando preocupações, suportes e poéticas de trabalho dele para o tempo atual. 

De acordo com as curadoras Anna Moraes e Meg Tomio Roussenq, as 26 obras da exposição inédita articulam-se em três eixos curatoriais: “Antropoceno: Natureza e Contingências”, “Metalinguagem: Arte que Pensa em Si e no Mundo” e “Corpos Políticos: Identidade e Representatividade”.

Na mostra, serão apresentados trabalhos que passam por aquarela, pintura, colagem, bordado, objeto, instalações, pequenos formatos, grandes formatos, e ainda quatro obras de Max Moura. 

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— A exposição “Max Moura – Desdobramentos de Uma História: ACAP 50 Anos” inaugura as comemorações do cinquentenário da Associação, propondo um diálogo entre diferentes temporalidades da arte catarinense — destaca Anna.

Já Meg ressalta que a coletiva se destaca por propor um pensamento experimental e vanguardista de Max Moura, que ‘continua vivo’ e atual.

— A exposição não só homenageia sua trajetória, mas a reinterpreta em resposta às questões contemporâneas. Outro ponto importante é a diversidade de linguagens – da gravura à instalação, da pintura ao bordado –, que reafirma o dinamismo da arte catarinense. Os trabalhos relacionam diferentes temporalidades, propondo novos diálogos e atualizando questões que continuam reverberando ao longo da história — compartilha.

A exposição também conta com a participação da curadora convidada Rosângela Cherem, que colaborou na elaboração da pesquisa histórica e seleção dos artistas. Na coletiva, os 13 que ressignificam as obras de Max Moura são Andrea V Zanella, Angela Vielitz, David Ronce, Eliane Veiga, Fabio Fialho, Gabriela Luft, Gavina, Gelsyr Ruiz, Júlia Steffen, Maria Esmênia, Pedro Gottardi, Ricardo do Rosário e Rodrigo Gonçalves.

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Quem foi Max Moura?

Nascido em Florianópolis no ano de 1949 e falecido em 2009, Maximiliano Moura era pintor, desenhista e gravador formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, em São Paulo. O artista também fez estudos de gravura na Art Students League, em Nova York, Estados Unidos (EUA).

Cofundador da ACAP em 1975, Max Moura é reconhecido por ser trabalho experimental e vanguardista, tendo trabalhado com gravura, pintura, aquarelas, colagens, instalações e fotografia.

— A mostra reflete sobre questões como ecologia, representatividade, e o papel transformador da arte, sempre conectada às urgências do presente e o espaço da Fundação oferece uma estrutura ideal para dialogar com a proposta da mostra. E é uma honra realizar essa celebração do cinquentenário da ACAP num local tão representativo em Santa Catarina — completam as curadoras.

A foto em destaque integra a exposição, e foi cedida exclusivamente ao NSC Total. Ela pertence à coleção de Sandra Meyer, artista da dança, pesquisadora, professora e produtora cultural.

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A exposição “Max Moura – Desdobramentos de Uma História: ACAP 50 Anos” poderá ser visitada até 27 de março de 2025, de segunda a sexta, das 13h às 19h. A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis.

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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