O Campeonato Estadual deste ano deve ganhar emoções mais fortes nas próximas rodadas. Não há favorito. Isso ficou claro nas primeiras quatro rodadas. Joinville e Criciúma, que começaram bem, dando a impressão de que poderiam disparar, acabaram cedendo terreno. A dupla da Capital largou mal e vai ter que remar um pouco mais. O crescimento O crescimento de algumas equipes fez aumentar o interesse pelo campeonato. Exemplo claro estão nos dando o Kindermann e o Atlético Alto Vale. Este último, desde o ano passado busca um lugar entre os finalistas, tendo ficado entre os quatro primeiros. O Tubarão tem chances de chegar e o Marcílio Dias precisa tão somente acertar o time, enquanto o Internacional retorna buscando um lugar ao sol. A decepção mesmo, por enquanto, é a Chapecoense. Na verdade, todo mundo está brigando e bem, para chegar a algum lugar. Tita, o retorno Está em franco restabelecimento o jogador Tita, do Kindermann. Não jogará mais este ano. Tita não quer encerrar a carreira agora. Entende que pode jogar mais uma temporada. A vontade do atleta é tanta que os médicos acham que ele vai conseguir. Estamos torcendo. Pressão total Por que Juventude e Paraná são totalmente contrários a mais de 24 clubes na Série B do Brasileiro deste ano? Esta foi a pergunta que mais ouvi ontem. Simples: se passar deste número, o primeiro a entrar seria o Caxias, inimigo público do Juventude. O outro é o Malutrom, mais um de Curitiba. Faltou dizer que o Avaí apoia Juventude e Paraná para evitar a entrada do Figueirense, que, até segunda ordem, pertence à Série C. A decisão será amanhã, na reunião do Clube Brasil com a TV Globo. Nova postura Um Avaí administrado de forma um pouco mais responsável e dentro de uma proposta orçamentária, é o que estamos vendo. A torcida sabe que o time precisa de mais um ou dois reforços, e a diretoria também. Porém, isso só acontecerá em último caso. A palavra de ordem é arrumar a casa financeiramente. Vejo um Flávio Félix mais maduro, com os pés no chão, falando menos e agindo mais, dentro de um programa pré-estabelecido. O time precisa responder em campo às ações positivas fora dele. Procura-se Moacir Bernardino, ponteiro-direito do Avaí, campeão da cidade em 1960, anda meio triste. Procura um companheiro de equipe que tenha uma foto do time. Moacir, hoje delegado de polícia em Florianópolis, não consegue fazer com que seus colegas acreditem que foi jogador e campeão pelo Avaí em 60. Então vamos lá: Tatu; Binha, Culica, Enisio e Mirinho; Loló e Abelardo; Moacir, Cláudio, Vadinho e Betinho. Este era o time. A bola da vez A Chapecoense já fez a sua proposta ao novo técnico. Resolveu investir em alguém mais jovem e com alguma ambição no futebol. Domingos Sávio, que iniciou carreira de técnico no Atlético Alto Vale, estuda a possibilidade de se mudar para Chapecó. Finalmente não precisaram sair do Estado para contratar um técnico, embora ainda não esteja nada definido.

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