Tivemos um incrível ano de 2023 no mundo dos games. Foram muitos lançamentos de destaque, como Baldur’s Gate 3, Zelda: Tears of the Kingdom, Spider-man 2 e Sea of Stars. Os desenvolvedores, estúdios e investidores devem estar bem felizes, não?
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É o que se imagina. Porém, no meio de todas as novidades do mundo dos games, aquelas que nos deixam com uma expectativa feliz sobre os jogos que estão por vir, geralmente estão aparecendo outras muito tristes, sobre a demissão de centenas de funcionários da indústria.
Neste ano, está rolando isso desde janeiro. Mas esta semana não deu para ignorar que a Sony mandou embora 900 pessoas, o que representa 8% da força de trabalho da empresa. Coisa para caramba.
Porém, não fiquemos em cima da Sony. Houve demissões também na EA, na Microsoft Activision e em estúdios menores, como o People Can Fly, que fez Outriders, e Black Forest Games, que está produzindo um jogo novo das Tartarugas Ninja chamado The Last Ronin. Além disso, rolou greve dos funcionários da Ubisoft na França e a Bandai Namco cancelou cinco projetos.

O que está rolando? A indústria de games não era aquela que mais rendia no mundo do entretenimento, que ganhava mais grana do que o cinema?
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Lendo por aí, o que se tem comentado é que o mercado de videogames aumentou muito na pandemia, com todo mundo preso em casa, e os investidores acharam que isso ia durar após o pior da Covid ter passado.
Outra coisa é algo que também penso sobre de vez em quando. Produzir um jogo grande, daqueles conhecidos como “triplo A”, está bem caro. O desenvolvimento está custando dezenas de milhões de dólares.

Algumas vezes, centenas de milhões dólares. Inclusive, dois jogos da Sony, The Last of Us: Part II e Horizon: Forbidden West custaram, cada um, mais de U$ 200 milhões.
Se jogos deveriam ser tão caros é assunto para outro texto. Porém, você fazer games tão custosos para depois mandar 900 pessoas embora é meio bizarro. Ou você comprar uma empresa como a Activision Blizzard e demitir uma galera.
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É muito triste ler sobre isso. Pensar que alguém que participou de um projeto incrível que tanto nos diverte agora está sem emprego, sem uma renda.
Na indústria de games, tem muito o ciclo por jogo. Acaba-se o projeto, manda-se os trabalhadores embora. Isso acaba criando uma indústria pouco estável para quem quer participar na criação de um game.
Não sei qual a resposta para tudo isso, mas torço para que o mercado de videogames amadureça e não seja um ciclo de demissões atrás do outro. Os talentosos que trabalham nessas obras de arte que tanto nos deixam felizes merecem também ser mais valorizados.
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