A polícia investiga um suposto envenenamento de araucárias em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O dono do terreno onde as árvores ficam foi multado em R$ 7,5 mil e a propriedade foi interditada. As árvores estão ameaçadas de extinção e a espécie pode viver até 500 anos.

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O suposto envenenamento teria sido feito por furos, presentes em todas as árvores. Todos eles tinham tamanhos parecidos e eram lineares, o que, segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA), indica que foram feitos por humanos. Nestes furos, teria sido injetada alguma substância química para matar as araucárias. Elas foram encontradas na segunda-feira (4).

Ainda conforme a PMA, havia secreção saindo dos furos, o que poderia ser um mecanismo de defesa da árvore. Todas as araucárias na mesma propriedade estavam mortas. Ao lado, árvores da mesma espécie estavam vivas, o que reforça a suspeita de envenenamento.

Araucárias estão ameaçadas de extinção

As árvores afetadas são Araucárias angustifólias. Segundo Marcelo Callegari Scipioni, professor do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), elas são nativas do Brasil e comuns na Mata Atlântica.

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O avanço da urbanização e de áreas agrícolas, no entanto, reduziu significativamente a população desta espécie. Isso a colocou na lista de espécies ameaçadas de extinção. As mudanças climáticas e o aumento das temperaturas também prejudicam estas plantas, já que se desenvolvem em clima frio.

Serraria clandestina é encontrada na Serra

Outra operação da PMA também identificou uma serraria móvel e apreendeu mais de 4,2 metros cúbicos de madeira ilegal serrada. A descoberta do crime aconteceu na quinta-feira (7), no interior de São José do Cerrito, na Serra.

As toras seriam da mesma espécie das árvores envenenadas em Chapecó: Araucária angustifolia, árvore nativa cujo corte é proibido. A polícia deve continuar investigando para identificar os responsáveis pelo corte da madeira.

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*Com informações do g1.

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