Apesar de ter tido uma queda em fevereiro de 2024, a cesta básica em Florianópolis ainda é uma das mais caras do Brasil. A pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que o conjunto dos alimentos básicos custa R$ 783,36, 2,12% a menos que em janeiro.

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Além disso, o morador da Capital precisa tirar em média 59,98% do salário mínimo para os gastos com alimentação. Isso equivale a cerca de 122 horas de trabalho. Ainda conforme os dados do Dieese, nos últimos 12 meses a cesta básica em Florianópolis aumentou 4,87%.

Veja o valor das cestas básicas nas capitais

  1. Rio de Janeiro: R$ 832,80
  2. São Paulo: R$ 808,38
  3. Porto Alegre: R$ 796,81
  4. Florianópolis: R$ 783,36
  5. Campo Grande: R$ 748,20
  6. Brasília: R$ 741,91
  7. Vitória: R$ 731,83
  8. Curitiba: R$ 731,50
  9. Belo Horizonte: R$ 727,46
  10. Goiânia: R$ 707,81
  11. Belém: R$ 665,12
  12. Fortaleza: R$ 627,67
  13. Salvador: R$ 604,30
  14. Natal: R$ 579,31
  15. João Pessoa: R$ 564,50
  16. Recife: R$ 559,68
  17. Aracaju: R$ 534,40

Os itens básicos seguem a definição do decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938, que regulamentou o salário mínimo no Brasil e está vigente até os dias atuais. Ao todo, 13 alimentos constituem a cesta, em quantidades suficientes para garantir, durante um mês, o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta, conforme determina a legislação.

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Cesta básica subiu em 14 capitais

Em fevereiro, o custo da cesta básica subiu em 14 das 17 capitais brasileiras analisadas pelo Dieese. Entre as que tiveram queda, além de Florianópolis, estão Goiânia (-0,41%) e Brasília (-0,08%). Os maiores aumentos foram no Rio de Janeiro (5,18%), que tem a cesta mais cara entre as capitais analisadas, São Paulo (1,89%) e Salvador (1,86%).

Conforme a pesquisa, os produtos que mais contribuíram para o aumento no preço da cesta foram o feijão, a banana, o arroz, a manteiga e o pão francês. O feijão, por exemplo, subiu em todas as capitais analisadas.

A pesquisa também levanta quanto deveria ser o salário ideal, considerando o valor da cesta mais cara e a determinação de que o salário deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família (com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência). Considerando a cesta mais cara, do Rio de Janeiro, o Dieese estimou que o valor ideal seria de R$ 6.996,36 em fevereiro, ou 4,95 vezes o valor do salário mínimo atual, de R$ 1.412.

*Com informações da Agência Brasil

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