Em meio à correria nesta quinta-feira (16) para enfrentar os transtornos causados pela forte chuva das últimas horas, a prefeitura de Balneário Camboriú revelou estar sem itens básicos para os trabalhos, como galochas e colchões para abrigos. Isso porque o município doou tudo que tinha ao Rio Grande do Sul no ano passado, durante o desastre climático que assolou o Estado vizinho.
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A informação foi comentada pela prefeita Juliana Pavan (PSD) em uma ligação feita ao governador Jorginho Mello (PL). Na chamada, ela pediu auxílio já que a prefeitura foi pega de surpresa pelo alto volume de chuvas. Durante toda a manhã foram quase 200 milímetros de precipitação, sendo que o esperado para o mês inteiro são 215 milímetros, em média.
— Todos os esforços são para conter os estragos. Preciso de ajuda, estamos sem equipamentos, colchões… Isso tudo foi destinado ao Rio Grande do Sul — contou.
A prefeita assinou um decreto de emergência e tem recebido apoio de empresas, que disponibilizam máquinas para retirar ocupantes presos em carros ilhados. Os bombeiros militares também reforçaram as equipes para o atendimento às ocorrências, que até o final da manhã passavam de 20.
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A prefeitura decretou situação de emergência para desencadear o Plano Emergencial de Respostas aos Desastres e convocar voluntários para reforçar as ações de resposta e poder fazer campanhas de arrecadação de recursos junto à comunidade. O município também sinalizou a abertura de abrigos para atender a população atingida. Através do documento, a Defesa Civil estadual também poderá intervir.
As principais avenidas da cidade ficaram interditadas. Um vídeo mostra a situação da Avenida Atlântica, bem diante da Praia Central. A badalação da “Dubai brasileira” deu lugar a muita água acumulada nas ruas e na areia.
Veja fotos da situação em Balneário Camboriú
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