Um aipim “especial” vem chamando a atenção de moradores e da própria prefeitura de Itajaí nos últimos tempos. Isso porque não se trata de uma planta comum, como aquela encontrada em outros locais do Estado. Pesquisas feitas pela Epagri mostram que um tipo de solo específico da cidade ajuda a tornar o alimento ainda mais saboroso, o que possibilita que a raiz produzida no município ganhe um reconhecimento no próprio mercado.

Continua depois da publicidade

Receba notícias de Itajaí e região direto no Whatsapp

O pedido da chamada “Indicação Geográfica” foi encaminhado pela prefeitura depois que estudos científicos da Epagri comprovaram os diferenciais do aipim plantado na turfa — um tipo de solo composto por matéria orgânica.

Também conhecida como “terra preta”, ela existe em uma área de 300 hectares dos bairros São Roque, Rio Novo (Colônia Japonesa) e Espinheiros. Com esse tipo de cultivo, a planta passa a ter uma qualidade superior, característica que já foi percebida, inclusive, por consumidores ao procurarem o aipim com “casca suja de preto” — ou seja, aquele produzido em Itajaí, segundo a prefeitura.

(Foto: Marcos Porto)

Antonio Henrique dos Santos, extensionista rural da Epagri, explica que o sabor do aipim é diferente justamente por conta do local em que ele é plantado, rico em polifenóis — substâncias que ainda são benéficas para o ser humano e até ajudam na prevenção do câncer.

Continua depois da publicidade

— O solo foi formado há milhares de anos atrás. Aqui era uma floresta que foi apodrecendo e aí esse resto de matéria orgânica tem algumas características. Ele é fofinho, por exemplo, então o aipim não forma muita fibra, não tem muito fiapo — comenta.

Essas particularidades do aipim de Itajaí foram destacadas em reuniões pelas equipes envolvidas no pedido da Indicação Geográfica — selo que identifica a origem de um produto com certas qualidades graças ao local em que é plantado.

A proposta já está em elaboração pela prefeitura, junto com a Epagri e o Sebrae, mas ainda deve envolver um processo de pesquisas e estudos. A previsão é que a cidade consiga o selo em cerca de um ano e meio, conforme projeta Alcides Volpato, diretor executivo do Planejamento Estratégico de Itajaí.

— Nós, enquanto prefeitura, estamos encaminhando a Indicação Geográfica deste produto, que é extremamente importante, tanto para valorizar o produto de Itajaí quanto para dar valor agregado ao que é produzido aqui no município — ressalta.

Continua depois da publicidade

(Foto: Marcos Porto)

Assim, quando tiverem o selo, os aipins da cidade poderão ser diferenciados nas prateleiras dos mercados, como já acontece com outros produtos de Santa Catarina. Um exemplo é a banana da região de Corupá, a maçã fuji de São Joaquim e os vinhos de Altitude do Estado.

Com informações de Morgana Fernandes, da NSC TV

*Sob supervisão de Augusto Ittner.

Leia também:

Moradora de Balneário Camboriú tatua rosto da Barbie: “Amo desde novinha”

Nova atração turística em Balneário Camboriú vai simular estação espacial da Nasa