“Ao abrir uma empresa, é comum buscar apoio na família para fazer sociedade. A estratégia tem dado certo, tanto que as empresas familiares têm demonstrado rendimento superior ao das não familiares. Mas se gerir uma empresa é tarefa que exige muitos cuidados, imagina com a família junto. Para evitar problemas e garantir o sucesso, a governança corporativa pode ajudar. O sistema une os processos para administrar uma empresa com o objetivo de beneficiar os donos, resguardar investidores, empregados e credores.
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O monitoramento dos relacionamentos, a facilitação ao acesso a recursos e a efetiva contribuição para a perenidade da organização também fazem parte desse processo. Diversos fatores podem interferir na relação dos envolvidos, como o nascimento de um filho, a maioridade, o casamento, o divórcio e até a morte. Todos esses eventos podem causar profundo impacto na rentabilidade ou até mesmo na perpetuidade da empresa. O relacionamento entre os parentes, a diluição do controle da empresa ou ainda a sucessão no comando também são causadores de conflitos.
A governança corporativa tem a função de segregar gestão, propriedade e família, mediante a criação de mecanismos formais e legais. A convergência dos interesses da alta gestão, o maior comprometimento, a dedicação dos envolvidos e a agilidade e a transparência nas decisões são alguns dos resultados da governança. O estabelecimento de regras específicas de entrada e saída de sócios, condições de pagamento, a definição do valor para cada participação e de critérios para eleição de administradores são outras benesses. O resultado é facilitar a convivência entre familiares e não familiares e a transição das gerações, com lucro e vida longa para as empresas.“
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