Um adolescente de 17 anos precisou ser socorrido pelos bombeiros e levado até o hospital após ser picado por uma cobra. O caso aconteceu na manhã de terça-feira (21), em Jaraguá do Sul, na localidade de Garibaldi, onde há uma intensa presença de mata. A família alega que a serpente responsável pelo acidente seria uma jararacuçu. A informação, porém, não foi confirmada.
Continua depois da publicidade
Clique aqui para receber as notícias do NSC Total pelo Canal do WhatsApp
O Corpo de Bombeiros Voluntários da cidade foi chamado para socorrer o jovem às 9h30min. Durante o atendimento, foi verificado que o menino tinha ferimentos no pé e sintomas de taquicardia, ou seja, batimentos cardíacos acelerados.
Conforme a família relatou aos bombeiros, a picada teria sido causada por uma jararacuçu, serpente mais venenosa do Sul do Brasil. Entretanto, os socorristas informaram que não foi possível confirmar a versão dos familiares, já que o animal não foi mais visto no local.
Quais são as cobras mais comuns em SC
Continua depois da publicidade
A jararacuçu, com nome científico Bothrops Jararacussu, é a segunda maior serpente do país, de acordo com a Animal Business. Por ser grande, a espécie consegue injetar muito mais veneno do que outras serpentes no momento do ataque e, por isso, pode até levar à morte.
Os sintomas causados em humanos após uma picada de jararacuçu são edema e dor no local da picada, tontura, náusea, hemorragias, infecção, necrose e insuficiência renal.
No caso de Jaraguá do Sul, não foi possível afirmar qual a serpente responsável pela picada. Apesar do ferimento e sintoma de taquicardia, os bombeiros afirmam que o menino foi levado para o hospital com estado de saúde considerado estável.
Segundo Gilberto Ademar Duwe, biólogo da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), somente com o sintoma de taquicardia não é possível afirmar qual seria a espécie da cobra que picou a vítima. Entretanto, já na unidade hospitalar, com a presença de outros sinais, a equipe médica consegue contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIAtox/SC) para identificar o antídoto a ser usado.
Continua depois da publicidade
— A pessoa relata que foi picada, então os profissionais ali que atendem, normalmente eles entram em contato com o CIATox e aí por meio de conversas e fotos do local da picada, são verificados os sintomas. Normalmente, quando é uma jararacuçu, o que acontece: dá um inchaço no local, dor muito forte, às vezes até fica roxo, sangramento. Então tem um conjunto de sintomas e vai ser definido se realmente é uma jararacuçu e se o soro que vai ser dado é referente ao grupo das jararacas — comenta.
Por isso, o biólogo ressalta que, em caso de picadas, não é necessário levar a serpente até o atendimento médico. No máximo, a pessoa pode tirar uma foto do animal, mas nunca levá-lo no hospital. Somente com os sintomas apresentados após a mordida já é possível fazer o tratamento contra o veneno.
Leia também
Cobras mais venenosas do Brasil; veja fotos
Gato “atípico” de Joinville soma milhões de visualizações e tem fãs dos EUA à Tailândia
Veja como estão os filhotes de Golden Retriever e Shih Tzu de Joinville após quatro meses