Não precisa ser de Florianópolis para se sentir acolhido neste “pedaço de terra cercado e banhado pelo mar”. Ao menos, é assim que Bia Barros se sente. Ela é a dona da voz feminina que ingressou nas casas da capital catarinense nas últimas semanas com o arranjo clássico de “Aqui é meu lugar”. A canção, composta em 2015 por Anderson Ávila, Celinho da Copa Lord, Edu Aguiar e Marçal Santini, é trilha sonora do movimento Floripa Faz Bem, da NSC, em comemoração aos 350 anos da cidade.

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Natural do Rio de Janeiro, Bia mora atualmente em Brusque, no Vale do Itajaí, e tem uma relação antiga de afeto com Florianópolis, onde já fez inúmeros shows. Da infância e adolescência, quando passava férias no litoral catarinense com a família, as memórias alegres do “paraíso encantado” e a projeção de um futuro no estado catarinense. Já adulta, a contemplação do “astro rei que se faz brilhar” na Ilha da Magia e a gratidão pelas oportunidades e experiências vividas na cidade.

— Quando eu penso em Florianópolis a primeira sensação é a de felicidade. Em Floripa eu só vivi momentos lindos — disse. Confira a entrevista:

Você é do Rio de Janeiro, como e por que veio parar em Santa Catarina?

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Na infância e adolescência eu sempre passava as férias de verão nas praias de Santa Catarina. Então, viver neste Estado sempre foi um sonho nosso. Quando terminei o Ensino Médio, fiz um curso de química têxtil já focando no mercado de trabalho do estado, porque até então eu não cantava profissionalmente. Sempre amei cantar, mas não cantava profissionalmente. Então, vim para Indaial em 2006 para trabalhar num laboratório de química têxtil.

Você não cantava profissionalmente quando veio morar em SC. Como aconteceu essa mudança na sua vida?

Meus colegas ali no laboratório têxtil já sabiam que eu amava cantar. Eu vivia cantarolando entre um experimento e outro, entre corantes e fios, buretas, pipetas. Então eles me incentivaram a cantar em um festival em 2008. Eu fiquei em primeiro lugar e um dos jurados, Mimi Reis, me convidou para cantar na banda que ele fazia parte na época. Cantei nesta banda até 2019, quando resolvi fechar o ciclo com esta banda, depois de 10 anos, para me dedicar à carreira solo. E este jurado, que me deu a primeira oportunidade de cantar profissionalmente, a gente acabou se casando dois anos depois e somos casados até hoje. É meu companheiro de vida, de palco e a gente costuma dizer que foi amor à primeira música.

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A sua relação com a música começou há muito tempo? Como foi?

Até a oportunidade em 2008 quando conheci o Mimi, eu era cantora de chuveiro. Cantar profissionalmente me parecia um sonho absolutamente distante. E eu sempre amei cantar desde pequena. Eu tive aulas de canto e acordeão na adolescência ainda lá no Rio de Janeiro. E a música sempre fez parte da minha vida como se tudo que eu vivesse tivesse que ter uma trilha sonora. Como se a música fosse tempero para todos os momentos, para mim. É assim que eu vivo a música.

Qual é a relação com Florianópolis?

Quando eu penso em Florianópolis, a primeira sensação que me vem é de felicidade. E a primeira imagem que vem pra mim é quando eu estou entrando na Beira-Mar (Norte) e vejo aquele pôr do sol maravilhoso, com a Ponte Hercílio Luz ao fundo. Para mim, é a imagem que vem e dá uma sensação maravilhosa. Não tem como segurar o sorriso e não se encantar com a cena. E em Floripa só vivi momentos maravilhosos, para ficar no coração.

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Bia é a dona da voz feminina que ingressou nas casas da capital catarinense nas últimas semanas com o arranjo clássico de “Aqui é meu lugar” (Foto: Toia Oliveira, Divulgação)

A gente geralmente tem uma parte, frase, estrofe que gosta mais nas músicas. Em “Aqui é meu lugar”, tem algo que lhe encanta mais? Qual?

A minha parte favorita é justamente o refrão. É a frase que eu diria para Florianópolis se ela fosse uma pessoa eu faria essa declaração de amor para ela: “Eu te amo, Floripa, eterna beleza que me faz sorrir”.

A canção foi interpretada por outros músicos e em outros estilos. Há um peso para você ser a primeira mulher a interpretá-la em uma das novas versões?

Entendo a grande responsabilidade de estar como a voz feminina dentro deste movimento, mas a gente já foi muito bem representada lá no começo, na primeira versão desta música, quando foi gravada pelos vozerões, mulherões do Entre Elas. Mas me sinto, sim, com uma responsabilidade como artista, por ter sido escolhida para participar deste projeto, tendo em vista o grande número de grandes vozes que existem em SC. Me sinto muito lisonjeada de fazer parte do movimento Floripa Faz Bem e, junto com a Camerata, fazer esta grande homenagem e declarar todo o amor por Floripa.

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Veja a versão da Camerata Florianópolis e Bia Barros:

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