Em 2024, a história de Benjamin Schultz, morador de Lages na Serra catarinense, ganhou novos capítulos com a conquista de seu diploma em Engenharia Civil. Natural de Pouso Redondo, mas morador de Lages desde 1968, ele sempre teve uma paixão pela engenharia, mas foi apenas na aposentadoria que ele decidiu se aventurar na realização desse sonho.

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— Fui me aventurar pra ver se a cabeça ainda estava boa — conta.

Ele já tinha formação em Administração, voltou a estudar e encontrou no ambiente acadêmico uma nova paixão. Durante a graduação na Uniasselvi Lages, ele destacou que aprendeu muito com seus colegas mais jovens.

— Eu tive muito apoio dos colegas mais novos. Era uma troca gratificante.

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No início, as aulas eram de forma semipresencial, mas logo migraram para o formato online por conta da pandemia. Com determinação, ele incentivou a turma a se adaptar ao novo modelo de ensino.

— Os alunos mais novos se recusavam a entrar no modelo remoto, mas estávamos no período de isolamento. Eu fui um entusiasta desta prática, até liderei esclarecendo a necessidade. Na verdade, foi um esforço em conjunto com professores e alguns colegas — explica o engenheiro.

Apoiado por suas filhas, que adoraram a ideia de ver o pai voltando aos estudos, ele viu na educação uma oportunidade de aprender e de garantir uma vida ativa e de qualidade.

— Foi emocionante ver o meu sonho se realizar. Na condição antiga, quando morava no interior, eu não me permitia sonhar com isso.

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Hoje, com 81 anos, ele trabalha em projetos de engenharia, mostrando que a educação na terceira idade vai além do conhecimento acadêmico; é uma forma de promoção da autonomia e do bem-estar.

Universidades no Brasil recebem cada vez mais idosos

O número de idosos matriculados em cursos de ensino superior no Brasil tem crescido significativamente, refletindo uma tendência mundial de busca pela educação contínua na terceira idade.

Segundo dados do Censo de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), atualmente, 51,3 mil idosos estão matriculados em universidades brasileiras, sendo 26,6 mil mulheres e 24,7 mil homens. Entre 2012 e 2021, houve um aumento de 56% no número de estudantes com mais de 60 anos.

Para os aposentados, que somam cerca de 23 milhões no Brasil, conforme o Sistema Único de Informações de Benefícios (Suibe), o estudo é uma maneira de manter a mente ativa e a saúde em dia.

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A professora do curso de Gerontologia da EAD UniCesumar, Maria Cristina Araujo de Brito Cunha, reforça a importância do aprendizado na terceira idade: “O estudo é fundamental para o bem-estar físico, mental e social do idoso. Ele ajuda a manter a autoestima, promove a inclusão social e melhora a saúde cognitiva, além de capacitar os idosos a cuidarem melhor de sua saúde e se adaptarem às mudanças tecnológicas e sociais.”

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