Além do apelo estético, a barba possui alguns benefícios dermatológicos, como proteção solar, prevenção do envelhecimento precoce da pele e menos irritação ou foliculite no rosto. Contudo, seja ela curta ou longa, há cuidados específicos para que os pelos faciais cresçam bem, ao mesmo tempo em que se mantém a pele do local saudável. É por isso que, neste domingo (7), Dia Mundial da Barba, a reportagem entrevistou uma especialista que recomenda a forma correta de cuidar da barba.

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A Angélica Seidel é dermatologista em Florianópolis (SC) e especialista com fellowship sobre cabelos no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC). Seidel explica desde os principais benefícios dermatológicos desses pelos faciais, o passo a passo para cuidar da barba e recomendações expecíficas sobre o que o jovens podem fazer quando a barba começa crescer pela primeira vez.

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Os benefícios dermatológicos de se ter uma barba

De acordo com a dermatologista Angélica Seidel, há alguns benefícios — do ponto de vista dermatológico — em se ter uma barba, como proteção solar e menor irritação da pele:

— Quando falamos da proteção solar, a barba atua como uma barreira física, ajudando a proteger a pele do rosto contra os danos causados pelos raios UV do sol. Isso pode ajudar a prevenir o envelhecimento precoce da pele. Além disso, os pacientes que apresentam irritação ou foliculite por causa do ato de barbear com frequência, podem se beneficiar ao deixar a barba crescer, reduzindo a necessidade de passar lâminas frequentemente —, explica.

Qual é o jeito certo de cuidar da barba?

Além do apelo estético de uma barba bem cuidada, a dermatologista Angélica Seidel explica que esse cuidado permite que ela se mantenha saudável e sem foliculite — tipo de inflamação que se inicia nos flículos dos pelos ou cabelos. Dentre das principais recomendações está manter a limpeza e hidratação da barba, assim como a proteção solar. Confira todas as orientações abaixo:

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  • Lavar a barba regularmente: assim como o cabelo, a barba acumula sujeira, oleosidade e resíduos ao longo do dia. Aqui podemos utilizar shampoos específicos para barba ou um shampoo suave para limpá-la sem ressecar;
  • Hidratar a barba e a pele abaixo dela: após lavar é importante hidratar. O uso de óleos específicos para barba ou mesmos cremes balms mantém os fios macios e evita o ressecamento da pele por baixo, que pode causar coceira e descamação;
  • Pentear e aparar regularmente: penteie a barba para desembaraçar os fios e ajudar no crescimento uniforme. Cortar as pontas com frequência evita que os fios fiquem desordenados e ajuda a manter o formato;
  • Esfolie a pele sob a barba: use um esfoliante suave para remover células mortas da pele sob os pelos. Isso ajuda a prevenir cravos, espinhas e pelos encravados. A frequência pode ser de duas vezes por semana durante o banho.
  • Evite o uso excessivo de produtos com álcool: Alguns produtos para barba contêm álcool – que pode ressecar tanto os fios quanto a pele. Se possível, prefira produtos sem álcool;
  • Proteja do sol: assim como o cabelo e a pele, os pelos da barba também podem ser danificados pelo sol. Além disso, a pele sob a barba também precisa de proteção solar. Evite especialmente a exposição entre 10 e 16 horas.

As diferenças de cuidados para barbas curtas e longas

Apesar do cuidado dermatológico ser o mesmo para barbas curtas e longas, há algumas diferenças na rotina em ambos casos.

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— Barbas curtas exigem cortes mais regulares para manter o formato e evitar uma aparência desordenada. E por essa frequência maior de corte, elas podem estar mais predispostas ao surgimento de foliculite. Nesse caso, lembrar da esfoliação —, recomenda Seidel.

Já para barbas longas, a orientação da dermatologista é diferente:

— A lavagem acaba sendo mais detalhada [para barbas longas] pois elas acumulam mais sujeira e resíduos, por isso precisam ser lavadas com mais atenção. É importante manter a hidratação para evitar o ressecamento dos fios. Também pode ser necessário aparar pontas ressecadas assim como fazemos com o cabelo —, complementa Seidel.

O que fazer quando a barba começa a crescer pela primeira vez?

Similar aos cuidados gerais da barba de um homem adulto, os jovem também devem ter atenção ao cuidado dos pelos faciais quando eles começam a crescer.

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— O crescimento [da barba] pode variar muito entre os pacientes, por isso é fundamental ter paciência e não se frustrar caso os pelos não cresçam uniformemente nem rapidamente —, explica a dermatologista Angélica Seidel.

A dermatologista ainda recomenda os seguintes cuidados:

  • Lavar a barba regularmente para evitar o acúmulo de oleosidade e sujeira;
  • Hidratar a pele para evitar a irritação e ressecamento da pele, comum aos estágios iniciais do crescimento de uma nova barba. Para isso, aplique um hidratante leve ou óleo de barba.

O que não fazer quando a barba começa a crescer?

A especialista recomenda, de forma geral, evitar produtos com álcool, que podem ressecar os pelos faciais e a pele. O ideal é substituir por balms, óleos e shampoos específicos para barba. Seidel também desmente um antigo mito sobre o crescimento de barbas nos jovens:

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— Raspar a barba com frequência acreditando que ela crescerá mais rápido é um mito! Raspar os pelos não altera a velocidade ou a densidade do crescimento da barba —, explica.

Por fim, a dermatologista recomenda aos jovens:

— Não fique mexendo o tempo todo, pois coçar ou puxar os pelos pode causar irritação na pele e até infecções, especialmente se a pele estiver sensível. Além disso, isso pode provocar a quebra dos fios —, afirma.

Falhas na barba pode ser alopecia?

Em caso de falhas na barba, é importante procurar a avaliação de um dermatogista e observar se as falhas são recentes ou já estão lá desde o início. A especialista Angélica Seidel afirma que há uma diferença entre tempo de desenvolvimento e alopecia — condição que causa a falta de pelos:

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— Nem sempre as falhas indicam alopecia, já que elas podem ser causadas por diferentes fatores, como genética ou crescimento irregular dos pelos. O ciclo de crescimento dos pelos varia de pessoa para pessoa, e algumas áreas podem simplesmente demorar mais para se desenvolver —, explica.

A dermatologista ainda reforça que o diagnóstico só pode ser feito após uma análise clínica e dermatoscópia para definir se uma falha é alopecia:

— Caso seja, existem diferentes tipos [de alopecia] que podem afetar a barba, como a alopecia areata ou fibrosante. Com o diagnóstico correto, será possível iniciar o tratamento adequado para melhorar o quadro —, finaliza.

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