Os jogos olímpicos de Paris, em 2024, tem diversas inovações. E o mascote da Olimpíadas é mais uma delas: ao invés de um animal ou um personagem, o comitê escolher um chapéu. O nome correto do mascote é Phryjes, o qual possui formato único e é bordado com as cores da França. A escolha foi motivada pela importância do item, denominado de barrete frígio, e por ser um grande símbolo de liberdade para os franceses.

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Confira a seguir a origem do barrete frígio, por que ele é tão reconhecido e fique por dentro da história curiosa do chapéu que agora já é um dos mascotes mais peculiares. Veja ainda informações sobre as Olimpíadas de Paris, as datas e o que já sabemos sobre o maior evento do esporte mundial.

Saiba mais sobre as Olimpíadas de Paris

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O que é o barrete frígio?

O chapéu chamado de barrete frígio pode ser descrito como uma touca ou uma espécie de boina. Segundo os relatos históricos, os primeiros a usar o item foram os habitantes da atual Turquia, muito antes do país ser criado. Mas, é em 1789, na Tomada da Bastilha, que o barrete torna-se um símbolo francês.

Durante a Tomada da Bastilha, os revolucionários frances aderiram ao barrete frígio vermelho. Então, o chapéu tornou-se muito mais do que uma forma de identificação, transformando-se em um símbolo.

Por que o mascote da Olimpíada é símbolo de liberdade?

Ao entender a história por trás do simbolismo do barrete frígio para os franceses, conseguimos interpretar a escolha dele como mascote olímpico. De acordo com o posicionamento do comitê organizador de Paris 2024, o objetivo é criar o evento com mais igualdade da história olímpica. Nada mais revolucionário e libertador que o barrete frígio para acompanhar essa edição, não é mesmo?

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Além de ser usado na Bastilha, o barrete frígio transformou-se em uma referência ao regime republicano da França, a partir de 1792.

Saiba mais curiosidades sobre o barrete frígio

*Fotos: Banco de imagens

Outros países também usam o gorro, a touca, enfim, em suas bandeiras ou moedas, como símbolos. Repúblicas latino-americanas, como Argentina, Nicarágua e El Salvador, usam em brasões de armas. O agora mascote da Olimpíadas também aparece nas bandeiras do Paraguai, do estado de Nova Iorque e no selo oficial do Exército dos Estados Unidos.

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E há ainda a presença do gorro olímpico nas bandeiras de dois estados brasileiros: Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Amazonas, Bahia, Paraíba, além das cidades do Rio de Janeiro, Viamão e Maceió, possuem o barrete frígio nos brasões estaduais.

E não para por aí: o barrete frígio está na história da medicina. A expressão “barrete frígio” é usada para apontar a variação da anatoma da vesícula biliar, já que o formato do gorro assemelha-se com o do órgão.

Qual é a diferença entre a Phryge Olímpica e a Phryge Paralímpica?

Os mascotes das olimpíadas e das paralimpíadas possuem formatos e características únicas. De acordo com a descrição do comitê olímpico de Paris, ambas possuem personalidades diferentes. A Phryge Olímpica é uma estrategista, com um cérebro calculista e matemático.

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Já a Phryge Paralímpica é espontânea e cheia de energia e entusiasmo. A Phryge Paralímpica possui uma prótese para corrida, sendo um modelo para muitos e dando máxima visibilidade às pessoas com deficiência.

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