Há meio século, Joinville tinha plano de construir um dos maiores complexos turísticos do Sul do País. Em área de 3 milhões de metros quadrados no morro do Boa Vista, o empreendimento contaria com parque, teleférico, hotel internacional, restaurante, zoológico, teatro, mirante, entre outros equipamentos. Até a sede da prefeitura poderia vir a ser construída nas proximidades. Houve busca de recursos junto ao governo do Estado e Embratur, mas a proposta não foi adiante.
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Curiosamente, mais de 50 anos depois, mesmo que o complexo não tenha saído, o local é um dos mais visitados de Joinville, por causa do mirante do Boa Vista – que, de certa forma, foi criado a partir daquela proposta dos anos 70. Em 1974, ano em que a proposta da prefeitura ganhou mais força, Joinville tinha em torno de 150 mil e crescente preocupação com o futuro do morro do Boa Vista.
A ideia do complexo tinha o turismo como principal objetivo, mas havia também o interesse na preservação e “organizar” a urbanização parcial do morro. A cidade estava em momento de tratativas para ampliação de áreas industriais e um espaço de lazer e turismo era visto como forma de maior equilíbrio no desenvolvimento. O Boa Vista, que na época tinha um camping como equipamento público (na área do atual zoobotânico), foi escolhido por causa da área de Mata Atlântica em perímetro urbana e a visão panorâmica do topo.
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O teleférico teria linha para a Beira-rio, com possibilidade de o bonde com cabos de aço fazer outros trajetos e paradas. A proposta sobreviveu ao complexo, ainda que também não tenha saído do papel. Houve estudos sobre a viabilidade no final dos anos 90. No plano de governo de Adriano Silva do primeiro mandato, é citada a possibilidade de oferta do serviço por meio de concessão privada.
Em 1974, a estrada de acesso ao pico do morro estava sendo aberta – no início de 1980, foi inaugurado o mirante (a estrutura foi demolida em 2014, para construção do atual mirante, inaugurado em 2016). Em 1992, foi a vez da abertura do zoobotânico. O camping havia sido desativado. O mirante e o seu acesso, além do zôo, acabaram sendo o que foi efetivado da ousada proposta do complexo turístico.
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