Gigante no setor, a cooperativa que vai construir o novo porto em Itapoá tem mais de 31 mil cooperados em três Estados, inclusive em Santa Catarina, com receita de mais de R$ 30 bilhões no ano passado. O terminal da Coamo na cidade litorânea catarinense terá foco na exportação de grãos, com operações também em fertilizantes e combustíveis. O empreendimento está em fase de licenciamento ambiental, com solicitação de liberação de licença ambiental prévia junto ao IMA de Santa Catarina.

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A Coamo Agroindustrial Cooperativa foi criada em 1970 por um grupo de 79 agricultores em Campo Mourão, no Paraná. A atuação em Santa Catarina iniciou em 1984, com incorporação de cooperativa em Abelardo Luz. Atualmente, são 1,3 mil cooperados, com unidades em cinco cidades (Abelardo Luz, Ipuaçu, São Domingos, Ouro Verde e Xanxerê). Há duas décadas, a Coamo começou a atuar também em Mato Grosso do Sul.

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Com receitas globais de R$ 30,3 bilhões no ano passado, a cooperativa com sede no Paraná tem 9,6 mil funcionários. A Coamo teve o recebimento de 9,9 milhões de toneladas de grãos, com exportação de 4,8 milhões. A atuação está distribuída em 75 municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, com 115 unidades de recebimento. A capacidade de armazenamento é de 6 milhões de toneladas.

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Além de dois terminais em Paranaguá, a Coamo utiliza outros portos para a exportação de grãos. A área construída do futuro porto em Itapoá terá 80 mil metros quadrados. O terreno da cooperativa na cidade tem 427 mil metros quadrados. O terminal poderá movimentar até 10 milhões de toneladas anuais, em plena operação.

“Vamos investir lá porque temos uma necessidade muito grande de portos. No ano passado, chegamos a fazer exportações por seis portos, por isso vamos investir”, afirmou José Aroldo Gallassini, presidente do conselho de administração da cooperativa agroindustrial, em evento no mês passado.

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