A reabertura parcial do Linguado poderá proporcionar a renovação de 92% das águas do canal em até 120 dias. A informação faz parte da modelagem de estudo técnico elaborado pela Univali, cujo resumo foi entregue nesta semana às instituições que fazem parte do Grupo Pró-Babitonga (GPB) pela Câmara Técnica do Canal do Linguado, integrante do GPB. O trabalho será discutido com Ministério Público Federal, DNIT e Ibama para definição do futuro do Linguado na duplicação da BR-280 – a rodovia passa pelo aterro sobre o canal. O Linguado é o canal que divide a ilha de São Francisco do Sul do continente, na baía da Babitonga.
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A proposta do estudo da Univali, após uma série de avaliações e pesquisas, foi de reabertura parcial do canal, com remoção de 100 metros do segmento Sul do aterro (o local tem 400 metros de extensão). A proposta, divulgada em outubro, implica em dragagem na região do canal mais assoreada, com remoção de 528 mil metros cúbicos. No ponto da reabertura, seriam instaladas pontes para o tráfego da rodovia e da ferrovia. O canal teve o fechamento concluído em 1935, com instalação de aterro para permitir a passagem da ferrovia (que antes utilizava ponte).
Em caso de reabertura, a renovação da água será de 36% em 30 dias, chegando a 92% em quatro meses. A melhoria na qualidade ambiental seria o principal impacto, conforme o professor Claudio Tureck, coordenador da Câmara Técnica Canal do Linguado do GPB. O estudo da Univali apontou que a circulação de água no canal é “bastante restrita, com baixa troca entre a água do canal e águas costeiras, resultando em baixa qualidade ambiental”, conforme indicou o resumo.
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A reabertura trará impactos na navegação. “Após a abertura parcial de 100 metros do canal a velocidade da corrente nas proximidades do aterro será levemente aumentada. Ainda assim, possibilitará navegação, inclusive de embarcações de pequeno porte, em 90% do tempo”.
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