A primeira proposta da prefeitura de Joinville para o aproveitamento da ferrovia na área urbana previa reserva de veículos leves sobre trilhos (VLTs), avenida dupla ou binário, conforme o segmento, corredor de ônibus, parque, entre outros investimentos. No entanto, o modelo apresentado em março de 2010 pelo então Ippuj, o instituto de planejamento municipal extinto em 2017, nem teve chance de ir adiante porque o contorno ferroviário não foi concluído. A ferrovia continua sendo usada para o transporte de grãos para o Porto de São Francisco do Sul. O contorno continua nos planos do DNIT, mas sem previsão da retomada das obras.
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Em 2010, o momento em relação à ferrovia era outro. O contorno ferroviário de Joinville estava em obras desde o ano anterior e a cidade discutia o que poderá ser feito no momento em que os trens de carga deixassem de cruzar o perímetro urbano. A proposta do Ippuj contemplava um eixo de 12 km entre o Nova Brasília e o João Costa. O modelo previa a mudança no zoneamento, para permitir a maior ocupação (adensamento) no entorno.
A proposta de 2015
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A proposta dividia o segmento em cinco setores. Nos trechos das duas extremidades, seria implantada avenida dupla, com corredores de ônibus nos dois sentidos. Nos demais três lotes, a solução de mobilidade escolhida foi binário. Ciclovias e calçadas foram previstas nas duas opções. O local dos trilhos seria mantido, como reserva para futuro VLT. Na antiga estação ferroviária (Estação da Memória), o plano era de implantação de parque.
Como a ferrovia é utilizada
O custo estimado na época para a implantação da proposta foi de R$ 65 milhões, equivalentes a R$ 150 milhões atualmente. Como as obras do contorno pararam em 2011, o plano foi engavetado. Na atual administração, foi realizada consulta sobre a possibilidade de uso da ferrovia para o transporte de passageiros, mas não houve avanços.
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