O show de Paul McCartney realizado em Florianópolis, no último sábado (19), escancarou deficiências históricas da cidade para receber grandes eventos. No palco, o artista de maior relevância histórica vivo em atividade e a oportunidade de ver um ex-Beatle. Mas, se a atração foi impecável, o mesmo não se pode dizer das condições para ter acesso ao show.
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A maior dificuldade é a mobilidade. A Ressacada fica no Sul da Ilha e, embora a nova estrada do Aeroporto, mesmo assim, a logística de transporte deixou muito a desejar.
Para quem chegou muito cedo, tudo deu certo. Mas, para a maioria que iniciou o seu deslocamento a partir das 18 horas, foi um desastre. Pessoas presas nos ônibus na fila. Gente que deixou o carro pelo caminho e foi a pé.
A sinalização externa também foi falha. Houve motorista que se perdeu nos acessos ao estacionamento. Faltou sinalização. O estacionamento privado vip esteve uma parte com banhado e houve necessidade de remanejamento, quando o correto seria colocar brita e facilitar a vida das pessoas que não pagaram pouco por uma vaga,
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Dentro do estádio, parte do staff parecia não conhecer bem o local e não saber indicar os pontos de interesse. Para quem optou pelo transporte coletivo, a volta ao Ticen funcionou. Mas, chegando ao Centro, não havia linhas para os bairros. A turma teve que recorrer ao Uber ou táxi.
No passado, perdemos o maior evento até então em Florianópolis, o Futurecom, por falta de aeroporto. Hoje, com o Floripa Airport e mais voos, esse não é mais o problema. Em 2023, por falta de espaço adequado, o que era o maior evento de Florianópolis, o RD Summit, foi para São Paulo, pois o Centrosul ficou pequeno demais.
Temos público, temos aeroporto de qualidade, rede hoteleira adequada e serviços para receber grandes eventos como o show do Paul McCartney. Precisamos avançar, contudo, na infraestrutura.
A localização da Ressacada é péssima para reunir grandes públicos, o torcedor do Avaí é o maior conhecedor do assunto. Não temos uma arena para grandes eventos e em localização estratégica.
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Quem foi ao show voltou feliz, apesar do perrengue. A rede hoteleira da região central esteve lotada, a cidade arrecadou. Foi ótimo. É emprego e dinheiro na veia.
Que as instituições, organizações civis, empresariais e governamentais reflitam sobre a obrigatoriedade de melhorar a infraestrutura da cidade para que Paul possa voltar e, ainda, muitos outros venham a se apresentar aqui.
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