Há algo ocorrendo em Vitória, capital do Espírito Santo, que Florianópolis deveria prestar atenção. Enquanto vivemos um sistema metropolitano desintegrado e não temos transporte marítimo, Vitória já recuperou o número de passageiros de ônibus da pré-pandemia, criou o sistema de barco, integrou a bilhetagem eletrônica e tem corredor de ônibus. É um sistema perfeito? Claro que não. Mas serve de inspiração para os gestores locais.

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A coluna conversou com  o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Ney Damasceno. Ele assumiu em 2019 e é engenheiro civil especializado em transportes. A frota estava velha, havia R$ 400 milhões de subsídio em atraso.

O ajuste do sistema começou com a regulação do subsídio, após cálculos e negociações diretamente com as empresas. Houve aumento do subsídio.

Os reajustes de tarifa são anuais para compensar, sem populismo, o óbvio: aumento de salário de motoristas e o custo com combustíveis e insumos. 

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A frota foi renovada, tiraram o cobrador e colocaram ar-condicionado nos ônibus. Foi implementado o bilhete único metropolitano para sete cidades da região. A passagem custa R$ 4,70 e o mesmo bilhete pode ser utilizado na viagem complementar com o sistema de barcos ligando Vitória, Vila Velha e Cariacica.

A ampliação da terceira ponte (Vila Velha/Vitória) recebeu uma terceira faixa e mais ciclovia exclusiva. Na faixa da direita podem rodar ônibus, ambulância e viaturas e têm ainda a preferência para motos e caminhões. 

A semelhança geográfica —  Vitória é capital do Espírito Santo e também uma ilha — pode servir de exemplo de que é preciso integrar a gestão, os modais, o sistema tarifário e priorizar o transporte coletivo.

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