Florianópolis precisa de um choque de ordem. E não tem absolutamente nada a ver com discurso moralista, normalmente um verniz da hipocrisia. Esse choque de ordem precisa ser de pequenos delitos, infrações de trânsito e combate ao crime organizado.
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A Guarda Municipal (GM) cresceu, tem poder político e representatividade. Elegeu um vereador, Ricardo Pastrana, e a vice-prefeita, Maryanne Mattos.
A GM, que nasceu com a ideia de cuidar das escolas, praças e prédios públicos, meio ambiente e trânsito, foi ganhando corpo e novas atribuições. Ela surgiu numa época em que as demandas da cidade não tinham a mesma dimensão atual. Hoje, o maior problema da capital é a mobilidade urbana.
E a GM, que é responsável pelo trânsito, não consegue ter capilaridade; marca mais presença no Centro. Há uma enorme dificuldade dela ser vista nos extremos da Ilha de Santa Catarina. E, na ausência da autoridade, a bandidagem e a malandragem, tomam conta.
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É o caso citado pela coluna nesta semana em que o morador da Praia da Solidão fez jus ao nome. Ficou mesmo abandonado. Disse que não adianta ligar para Floram, GM ou PM para reclamar de festa de madrugada na praia e de carros estacionados em local indevido que não aparece ninguém.
Com a certeza da impunidade, perpetua-se a infração.
A PM diz que atende a todos os chamados de perturbação de sossego, mas também não consegue, pela falta de efetivo, estar onipresente.
GM e PM fazem um trabalho elogiável, mas a cidade precisa de mais.
Carga e descarga em qualquer lugar e horário, dependentes químicos que praticam vandalismo e furtos para trocar por droga e nada lhes acontece, e a ausência absoluta de fiscalização nos finais de semana em pontos previsíveis de trânsito dão um ar de impotência ao cidadão.
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