Não é criando um Ministério novo que se garante que o setor será beneficiado. São as políticas públicas que trarão esse resultado. E as políticas públicas podem ser realizadas por ministérios, secretarias-executivas ou especiais, não importa o nome.

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A questão, claro, passa por ter à disposição uma estrutura técnica para elaboração desses projetos. Evidente que, no mundo real, o que ocorre é que os setores mais fortes se utilizam de sua força e lobby para se apropriar dos recursos do orçamento.

O presidente Jair Bolsonaro prometeu 15 ministérios e atualmente são 23 pastas. Foram 27 no governo de Michel Temer e 35 no de Dilma Rousseff. Agora, a equipe de transição do governo Lula tem 417 pessoas e 31 grupos temáticos. O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin já disse que o número de pastas será muito próximo ao dos grupos criados.

Os representantes de Santa Catarina defendem, por exemplo, a criação de mais dois ministérios: Pesca e Desenvolvimento Agrário e da Segurança Alimentar.

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Mais ministérios significam mais prédios, gasto com energia, funcionários, diárias e combustível. Caso esse investimento seja compensado com o desenvolvimento do setor em geração de empregos, renda e tributos, excelente. O que precisamos é de indicadores para mensurar isso. O que não pode é virar algo perdulário que servirá apenas para acomodar amigos e dar espaço aos diversos grupos políticos que apoiaram o candidato e inchar a máquina. Cabe à sociedade fiscalizar.

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