As auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-SC) em 2024 geraram mais de R$ 348 milhões em benefícios efetivos e potenciais para o Governo do Estado. É o maior valor desde a criação do órgão em 2019. A evolução é de 148,5% em relação aos resultados apresentados no ano passado.
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Boa parte dos benefícios financeiros é resultado de ações preventivas de revisão de editais, licitações e contratos, que evitaram o desembolso de recursos. Entre elas, o controlador-geral Pedro Waltrick destaca o Programa de Análise Prévia “Sinal de Riscos CGE + GGG”, iniciado em agosto.
“A CGE passou a analisar previamente os processos de compra e contratação submetidos ao Grupo Gestor de Governo. Este trabalho tem sido de extrema relevância, corrigindo falhas em editais, evitando dispensas de licitações e, claro, reduzindo gastos”.
Tecnologia e Inovação
Paralelamente, o órgão faz o monitoramento de editais por meio de um painel de inteligência, chamado Copas, e de uma inteligência artificial, a Cintia. A ferramenta apresenta de forma organizada todas as informações sobre licitações, contratos e aditivos publicados no Diário Oficial do Estado, potencializando o trabalho dos auditores.
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Recentemente, a CGE também fez uma parceria com o Ciasc, a Secretaria da Fazenda e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação para analisar previamente editais de licitações relacionados à tecnologia e inovação. A cooperação entre as pastas também tem o objetivo de avaliar a centralização de compras de TI para otimizar e reduzir os valores dos contratos.
Folha de pagamento
Além das auditorias em licitações e contratos, a CGE também tem avançado no monitoramento automatizado e contínuo da maior despesa do Executivo estadual, a folha de pagamento dos servidores (R$ 1,7 bilhão ao mês). Além da economia, o novo modelo ajuda a reduzir processos de ressarcimento ao erário e a melhorar os controles internos. Só em 2024, a auditoria da folha evitou o desembolso de R$ 23,3 milhões, além de contabilizar R$ 1,3 milhão em recursos a ressarcir.
Telemedicina
O trabalho positivo da CGE, provado em números, não representa que não possa ser aperfeiçoado. O polêmico acordo de parceria de telemedicina firmado entre o Ciasc e uma empresa do Piauí e que poderia ter um custo de R$ 547 milhões até 2027 foi suspenso após publicação do Jornal O Globo, no dia seis de novembro, e ninguém havia percebido, até então, de que havia algo estranho no ar.
Um ponto para evoluir no já bom serviço prestado pela CGE.
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