Há mais de um ano escrevi aqui que a coluna teve acesso a informações que apontavam para um amplo acordo que envolvia Lula, Bolsonaro e as eleições de 2026. A anistia seria dada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo maior medo sempre foi de ser preso; este estaria apto a disputar à presidência da República.
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Disputaria para perder, dentro da regra do jogo. Perderia pois não mudaria o discurso e a rejeição enorme seria incapaz de atrair, de novo, o público mais moderado e não ideológico.
O acordão iria envolver a não prisão de Bolsonaro mas, principalmente, a não candidatura do governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, este sim, forte candidato por comandar o estado mais importante do país e atrair o eleitor mais moderado. O medo do PT é Tarcísio. A estratégia de Lula é tirar Tarcísio da disputa em 2026.
Bom, com o inquérito e indiciamento de Bolsonaro na trama golpista e a morte de Francisco Wanderley Luiz, o senhor fanático que atentou contra o STF, o plano da anistia não tem mais força para progredir e o que se mantém do acordo é a questão Tarcísio apenas, o que não é pouca coisa.
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Na medida em que o maior aliado do Planalto é o STF, será que o ex-presidente Jair Bolsonaro vai ser preso? Preso, alimenta a narrativa de perseguição política e vítima do sistema. Talvez, a ideia seja “sangrar” até a eleição e manter a inelegibilidade.
Kassab
Enfim, o ponto alto deste texto: Gilberto Kassab, o grande vitorioso das eleições municipais, que mantém um pé no governo de São Paulo, onde é Secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado; e outro na base movediça de Lula, já disse que o PSD deve estar com Lula em 2026.
O futuro do Brasil tem relação com o projeto pessoal de Kassab.
Em 2026, Kassab deve ser candidato a vice-governador para a reeleição de Tarcísio de Freitas. Este, antes de 2030 renuncia para se candidatar à presidência da República, e Kassab vira governador de São Paulo.
E Lula, com a máquina na mão, gastança pública e economia em alta (apesar de juros, dólar e inflação), vai para a reeleição em 2026.
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A direita, sem candidato definido e com Bolsonaro fora da disputa, terá pouco tempo para nacionalizar um candidato.
A conferir.
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